8 de junho de 2010

O "novo Delúbio" e a concorrência grudada no Estado

‘Pagador’ do comitê fatura R$ 214 mi na gestão Lula
Faturamento de uma das principais empresas da família de Bené saltou de R$ 95 mil em 2004 para R$ 43,9 milhões no ano passado
A trama para montar uma central de dossiês no comitê de Dilma Rousseff trouxe à ribalta um personagem até então desconhecido que tem transitado com desenvoltura entre os bastidores da campanha petista e a máquina de contratos do governo federal.
Conhecido como Bené, o jovem empresário brasiliense Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, 34 anos, ficou rico no governo do PT e, discretamente, tornou-se uma espécie de filantropo do comitê de Dilma. Encarregado de cuidar das finanças e da logística
da megaestrutura montada em Brasília para servir à pré-campanha petista, o empresário participou até das negociações com os arapongas contratados pelo comitê para produzir dossiês contra adversários de Dilma.
(...) A história de Benedito é um caso de sucesso em negócios com o poder público. Desde 2004, as duas principais empresas de sua família, a Dialog e a Gráfica Brasil, faturaram R$ 214,4 milhões em contratos com o governo federal. Até então, o faturamento da gráfica junto ao governo seguia a média das concorrentes brasilienses. Naquele ano, a empresa fundadaem 1974 pelo pai de Bené, Romeu de Oliveira, recebeu do governo R$ 95 mil. A Dialog, àquela altura, estava iniciando suas atividades.
De repente, a gráfica passou a abocanhar sucessivos contratos em 19 ministérios e na Presidência da República que, de lá para cá,somam R$ 138 milhões. A novata Dialog, dois anos após abrir as portas, começou a trilhar o caminho da coirmã e, desde então, já faturou R$ 76,3 milhões.
Comento: Falta capitalismo no Brasil. Todo o empresário sabe que para crescer aqui é preciso estar grudado no Estado. O setor empresarial brasileiro está mal acostumado. É patrimonialista. Vive as custa do Estado.
Enquanto nossa política for dependente de Delúbios não haverá liberdade de mercado, pois isso (eu sei bem o que é competir com uma empresa grudada no Estado) derruba os empreendedores e distorce a concorrência.

Um comentário:

Andrey disse...

Concordo contigo, o empresariado do Brasil, desde seu nascimento, sempre foi atraves de privilegios politicos, dificil ver empresas grandes que tenham conseguido o sucesso atraves do mercado (simples como oferta e demanada). As grandes empresas estao sim, grudadas com o Governo Federal. isso nao vai mudar tao cedo.... infelizmente, vivemos num pais que é paraiso aos amigos de governos