24 de janeiro de 2012

Papagaios federais

Uma resposta do governo brasileiro à crise foi a estatização da economia, e o aumento das participações em empresas privadas. Agora vemos que isto desenvolveu uma maior dependência dos dividendos recebidos das empresas com participação para fechar as contas.

Agora estamos no lado do lucro, mas sempre há os dois lados...

Para complicar mais ainda, os cofres do BNDES são enchidos através de operações financeiras com títulos do governo que rendem SELIC. Ou seja, emprestam ao BNDES, e até o BNDES vender este título, lhe pagam juros fixos, e recebem dividendos variáveis.

Parte deste 'lucro' é repassado aos acionistas do BNDES, no caso, o governo federal, e ajuda a turbinar um pouco mais os números da arrecadação.

Mais um papagaio federal que é usado para fechar as contas agora e que certamente vai voar rapidinho quando os problemas aparecerem.

Explicado na ótima nota do Valor Econômico:

8 de dezembro de 2011

Comentário de Jim Rogers sobre a economia brasileira

Keene: E o que dizer da economia brasileira, com PIB praticamente estagnado? Isso é mais que uma pausa para os mercados emergentes, não é?

Jim: Pois é, é uma pena, porque sempre que as commodities vão bem, o Brasil vai bem. Aí chega a queda e eles começam a improvisar nas medidas econômicas, começam a cometer erros. Desta vez a mulher começou a errar mesmo antes do mercado desaquecer. Controles no câmbio, novas tarifas. Tarifas contra os chineses, os maiores clientes dela. Então eles já começaram a errar. É quase impossível para estrangeiros comprarem terras no Brasil. Estão improvisando com a economia, e não deveriam.


Um de meus gurus econômicos.

18 de outubro de 2011

14 de outubro de 2011

A bola de neve da educação superior americana

Este infográfico trata da história do crédito estudantil nos EUA. É mais um monstro criado por pessoas bem intencionadas para atender uma necessidade real, e no final é um remendo atrás do outro e uma verdaderia bola-de-neve.

Como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio.

http://www.healthcareadministration.com/college/

23 de setembro de 2011

O erro crasso do general genovês

A medida dificultando o hedge cambial foi duramente criticada nos mesmos dias em que foi anunciada, por gente que entende do assunto. Mas o que interessa?

Os usurpadores do trono não ouvem a ninguém, atiram nos mensageiros e declaram guerra sem antes consultar aos estrategistas.

Seguem apenas o conselho de um certo general genovês, da escola de guerra heterodoxa, que não aguentando o clima de paz entediante sobre o reino, abriu a barriga do pombo e rufou os tambores da guerra.

Logo na primeira batalha, cometeu mais um de seus erros CRASSOS.

Achou que o inimigo jamais chegaria pelo outro lado, dispensou a cavalaria porque não gostou do odor do que os cavalos dos mercenários exalavam. Era um grande problema. Para que precisamos desses mercenários, que lutam por dinheiro e uma hora estão de um lado e outra do outro?

Abriu nosso flanco. A tempestade chegou e nas primeiras saraivadas o real foi trucidado.

Sem poder contar com os mercenários, começou a sangrar imediatamente a cavalaria da reserva oficial, tentando parar aos gritos a debandada das tropas. O forte do general genovês é a improvisação. Vamos ver nos próximos dias mais episódios desta batalha

25 de agosto de 2011

Carta a Paul Krugman, o penetra de Jackson Hole

Caro Krugman,

Bernanke te decepcionou. Obama te decepcionou. Não dá para confiar nos seres humanos. Os alienígenas nos esqueceram e não vão nos atacar, como você sugeriu.

Ninguém dá mais bola para o que você fala. Os políticos chamam suas soluções de ‘açúcar’. O público fanático e ignorante descobriu que economistas como você não servem para absolutamente nada. Nem mesmo as marmotas monetárias que se reúnem em Jackson Hole te mandam um convite.

Então confie nas forças da natureza para gerar a demanda agregada que você tanto espera, para que essa contração ‘se resolva em 18 meses’.

Você, que ao contrário dos ‘fanáticos, ignorantes’ em economia, celebrou os poderes curativos do terremoto japonês sobre a economia mundial, e acredita incondicionalmente no poder da vidraça quebrada, veja que até mesmo o terremoto desta semana te decepcionou.

Vocês estão mesmo em baixa, não é fácil ser Keynesiano hoje em dia, hein?

Vamos esperar então para que o furacão Irene cause bastante morte e destruição quando chegar nos EUA, porque com isso diminui o desemprego, aumentam os gastos com a reconstrução. Vamos torcer para que cause milhões de desabrigados, e assim reativar o setor imobiliário americano.

Já que o furacão keynesiano não veio, torça pelo Irene. Aumento garantido no PIB, e especialmente do PIB per capita.

22 de agosto de 2011

Rebeldes com causa e sem causa

Como eu gostaria que à frente desse movimento Tea Party estivesse o Ron Paul. Mas a política sendo o que é, veremos no Tea Party uma mistura de temas para agradar ao eleitorado mais conservador, inclusive itens da agenda religiosa e conservadora, o que vai atrair algumas críticas fáceis.

Agora, o que interessa para a recuperação é saber se austeridade e equilíbrio de contas sem aumento de impostos continuará no pacote desse movimento ou não, uma vez sentidos os efeitos. Porque assistencialismo também pode fazer parte da agenda religiosa e conservadora.

Mesmo assim, vejo mesmo no Tea Party dos EUA algo muito mais próximo da atitude cívica de um cidadão adulto do que um monte de 'indignados' com o término dos programas sociais, culpando bodes expiatórios ( FMI, Merkel, Banco Mundial ) e cantando hinos em praça pública.

Rumo, eles não tem. Se soubessem algo sobre mercado de trabalho, exigiriam, por exemplo, a redução dos entraves trabalhistas espanhóis. O tipo de proposta que não causa a mínima excitação nestes grupos.

Ao contrário, exigem empregos e assistencialismos, de maneira não muito diferentes dos rioters do Reino Unido, que 'exigem' um gadget ou um produto, sendo que estes já não chamam isso de democracia, e simplesmente quebram a vidraça e pegam o que querem.

Mas revolta e energia de sobra eles tem, e no pior caso isso pode levar para a Europa agitações violentas como a das capitais da primavera árabe. Se formos ver o perfil social da primavera árabe, jovens, formados, confusos e sem futuro, veremos que a Europa não está tão longe assim dessa realidade.

Apesar disso, os tea-parties, com propostas reais e organizando reuniões em seus quintais é que vão ser chamados de fanáticos.

16 de agosto de 2011

Krugman: os que EUA precisam é de uma invasão alienígena

Paul Krugman é um economista keynesiano proeminente, e como todo keynesiano, tem grande apreço pela falácia da vidraça quebrada.

O grande economista francês Frédéric Bastiat já se batia contra esta e outras falácias há muito tempo atrás.


É claro que gastar dinheiro com atividades inúteis, do tipo cavar e tapar buraco, vai movimentar os negócios dos empregados por estas atividades. Este é o lado visível do fenômeno.

O lado que não é visível é que enquanto abrem e fecham buracos, uma economia já com dificuldades vai precisar manter o sustento destes trabalhadores, que com certeza não vão satisfazer suas necessidades ao modo keynesiano, simplesmente imaginando ou não-imaginando que estão de barriga cheia, que estão sob um teto, que estão relaxando depois de tapar buracos assistindo a uma televisão tela plana. Não. Consumirão recursos reais, produzidos pela economia real, em troca de dívida que não vai ser paga no futuro por eles, mas por todos.

Em suma, é como se fosse mais um imposto sobre o setor produtivo sem nada em troca.

Enquanto participam destas atividades econômicas inúteis, os envolvidos nada mais são que parasitas econômicos.

Rogoff é mais fiel ao Keynes original, cujo emaranhado de idéias, apesar de controversas e confusas, faziam bem mais sentido do que as de seu posterior séquito de economistas medíocres que vieram 'interpretar o mestre'. Rogoff defende o gasto em infra-estrutura, mesmo que através de endividamento, receita que de fato funcionaria, se bem que não no caso americano com a construção de pontes para lugar algum, mas ao menos em algum país com déficit nessa área, como no Brasil.

Mas este exemplo é deixado no chinelo por um cada vez mais lunático Paul Krugman, exemplificando ao máximo o absurdo de si mesmo e desta teoria. Disse na CNN que, assim como na segunda guerra mundial, tudo o que os EUA precisam para sair da recessão é de uma 'invasão alienígena'. Palavra de 'Nobéu'. É de se admirar que seguindo conselhos econômicos destes charlatães tenhamos entrado em uma crise mundial?