Ainda corremos o risco de ver em um futuro próximo uma Vale loteada, falida e, pior, re-estatizada com a bênção dos controladores, recebendo subsídios do governo federal para manter siderúrgicas produzindo aço brasileiro em um mercado pós-China em retração para o minério e com um excesso enorme de capacidade no aço.
Pagaremos para produzir um produto para manter o interesse dos políticos, sindicatos e empregados da empresa, e que encherá de orgulho verde-amarelo o coração dos ufanistas babacas, que acreditarão que produzir aço a um custo maior do que preço de venda no mercado internacional seja 'agregar valor'.
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4 de abril de 2011
22 de março de 2011
A Vale mais perto de suas origens
O governo esta semana retorna a um dos objetivos estratégicos de sua 'agenda secreta', que é exercer o controle da Vale. O atual presidente da empresa ousou contrariar os interesses do atual partido no governo, e agora paga um preço pesado.
Hoje ele foi sabatinado pela Previ, um dos maiores fundos de pensão brasileiros. Como sabemos, o capitalismo tupiniquim é financiado em grande parte pelo cofrinho dos funcionários públicos, com seus volumosos fundos, que são curiosamente gerenciados por pessoas indicadas pelo governo ou por sindicatos através também de pressões políticas.
Por aqui, coisa normal, e não causa nenhum espanto. Assim como não causa espanto um ministro pedindo a cabeça de um executivo de uma empresa privada em uma bandeja.
Não sou especialista em Vale, mas quando esta empresa ainda não tinha começado sua história de sucesso, era mais um buraco de dinheiro público entre os tantos que existem no nosso país.
Uma empresa estatal típica investe não apenas pelo lucro, mas para oferecer emprego em uma determinada região, aumentar a produção de aço, ter o melhor time de futebol do país, e para satisfazer objetivos políticos através do investimento em setores estratégicos.
O lucro e a eficiência são evitados, afinal, porque o objetivo da empresa estatal não é apenas o lucro, e sim produzir 'valor social'. Ou seja, é a tradução em um vocabulo progressista do as pessoas entendem vulgarmente por produção de 'tetas' e 'cabides'.
No final, as empresas estatais investem tanto por outros motivos que acabam por se tornar empresas que apresentam péssimo resultado financeiro. Não é raro que se tornem deficitárias, mesmo operando com baixa competição, e, em alguns casos, mesmo sob monopólio.
Imagine você, o pagador de imposto pagando para a Petrobrás tirar o petróleo da terra ou a Vale para cavar o minério. Inimaginável?
Bom, quando essa estória começou nosso país era mais estatizado do que hoje, e não havia a enorme fome por commodities chinesa. A situação deficitária era normal no setor de mineiração. As estatais produziam algo que, em termos simples, ninguém queria comprar pelo preço que à eles custava produzir. Aí o estado intervia, e enterrava dinheiro público nestes investimentos por causa do 'valor inestimável, etc'.
Aí tivemos a onda de privatizações, este tsunami benigno que mudou as bases economômicas de muitos países na nossa região, que saíram de uma base mais estatista para um sistema misto.
E o que a Vale fez após sua privatização? Começou a desfazer o emaranhado de negócios auxiliares que ocupavam o capital da empresa.
Ninguém no momento sabe quais são os planos do governo para a Vale. Mas acredito que envolvam um retorno às origens, à presença maior da empresa em várias outras frentes em que uma análise financeira diria que seria melhor não investir.
A China como descrevemos em um post anterior vive uma bolha de contrução e investimento em infra-estrutura, o que beneficiou bastante a Vale nos últimos anos. Mas o futuro, ninguém sabe. Talvez quando mais precisará de agilidade e de 'destruição criativa', a Vale se envolverá em um jogo político, tendo que tocar projetos para agradar a seus controladores, ou será apenas usada dentro de um plano estratégico político e econômico.
Assustam, por exemplo, declarações de um funcionário do governo revelando que o governo inveja a Vale por seu poder de barganha com a China. Ou seja, acreditam que este poder estaria melhor neles mesmos, para ser usado como moeda de troca.
Hoje ele foi sabatinado pela Previ, um dos maiores fundos de pensão brasileiros. Como sabemos, o capitalismo tupiniquim é financiado em grande parte pelo cofrinho dos funcionários públicos, com seus volumosos fundos, que são curiosamente gerenciados por pessoas indicadas pelo governo ou por sindicatos através também de pressões políticas.
Por aqui, coisa normal, e não causa nenhum espanto. Assim como não causa espanto um ministro pedindo a cabeça de um executivo de uma empresa privada em uma bandeja.
Não sou especialista em Vale, mas quando esta empresa ainda não tinha começado sua história de sucesso, era mais um buraco de dinheiro público entre os tantos que existem no nosso país.
Uma empresa estatal típica investe não apenas pelo lucro, mas para oferecer emprego em uma determinada região, aumentar a produção de aço, ter o melhor time de futebol do país, e para satisfazer objetivos políticos através do investimento em setores estratégicos.
O lucro e a eficiência são evitados, afinal, porque o objetivo da empresa estatal não é apenas o lucro, e sim produzir 'valor social'. Ou seja, é a tradução em um vocabulo progressista do as pessoas entendem vulgarmente por produção de 'tetas' e 'cabides'.
No final, as empresas estatais investem tanto por outros motivos que acabam por se tornar empresas que apresentam péssimo resultado financeiro. Não é raro que se tornem deficitárias, mesmo operando com baixa competição, e, em alguns casos, mesmo sob monopólio.
Imagine você, o pagador de imposto pagando para a Petrobrás tirar o petróleo da terra ou a Vale para cavar o minério. Inimaginável?
Bom, quando essa estória começou nosso país era mais estatizado do que hoje, e não havia a enorme fome por commodities chinesa. A situação deficitária era normal no setor de mineiração. As estatais produziam algo que, em termos simples, ninguém queria comprar pelo preço que à eles custava produzir. Aí o estado intervia, e enterrava dinheiro público nestes investimentos por causa do 'valor inestimável, etc'.
Aí tivemos a onda de privatizações, este tsunami benigno que mudou as bases economômicas de muitos países na nossa região, que saíram de uma base mais estatista para um sistema misto.
E o que a Vale fez após sua privatização? Começou a desfazer o emaranhado de negócios auxiliares que ocupavam o capital da empresa.
Ninguém no momento sabe quais são os planos do governo para a Vale. Mas acredito que envolvam um retorno às origens, à presença maior da empresa em várias outras frentes em que uma análise financeira diria que seria melhor não investir.
A China como descrevemos em um post anterior vive uma bolha de contrução e investimento em infra-estrutura, o que beneficiou bastante a Vale nos últimos anos. Mas o futuro, ninguém sabe. Talvez quando mais precisará de agilidade e de 'destruição criativa', a Vale se envolverá em um jogo político, tendo que tocar projetos para agradar a seus controladores, ou será apenas usada dentro de um plano estratégico político e econômico.
Assustam, por exemplo, declarações de um funcionário do governo revelando que o governo inveja a Vale por seu poder de barganha com a China. Ou seja, acreditam que este poder estaria melhor neles mesmos, para ser usado como moeda de troca.
30 de setembro de 2010
Quem chega ao posto de mãe Joana não precisa prestar contas para ninguém
Nas últimas semans assistimos a algumas manobras contábeis feitas pelo governo em clima eleitoral. Assistimos a um grande contorcionismo, uma fórmula mágica que o governo buscou para capitalizar a Petrobras sem ter capital disponível, e sem que o capital dos investidores pudesse ameaçar a preponderância da fatia do estado. Isso, para quem entende o modo de pensamento da esquerda, era algo bastante esperado.
Agora, de sopetão, o governo usa dois de seus brinquedos favoritos, o BNDES e a Petrobrás, para dar uma maquiada nas contas públicas, e atingir a meta de superávit primário que eles iam perder. Alguns dias antes eles disseram que não usariam mais o BNDES neste tipo de operação. Evidentemente mudaram de idéia.
http://blogs.estadao.com.br/rolf-kuntz/2010/09/29/o-custo-da-arrumacao/
Isto dá um grande reforço na nossa reputação de usuário pesado da ‘contabilidade criativa’, e certamente não ajuda em nada o país à longo prazo. O problema é que governo federal por aqui pensa que pode administrar como se fosse a casa da mãe Joana. Arrumando a casa de qualquer jeito e à sua maneira, abrindo brechas e espalhando gambiarras. Eles acham que ganhar eleições e ter altos índices de popularidade os libera de seguir práticas de transparência e de boa governança.
Justamente esta idéia de que se tem do estado como tendo o direito sagrado de se erguer acima de qualquer restrição, seja auto-imposta ou através da exposição de certos temas pela imprensa, é que ecoa perfeitamente com a doutrina fascista, que enxerga o estado como expressão máxima do povo, não admitindo qualquer oposição. Note que estamos usando o termo 'fascista' historicamente e com causa, e não como palavrão, como é comum pela esquerda.
Desta doutrina herdamos outros elementos, tais como nosso forte corporativismo, também bastante valorizado por Lula, como seria esperado em um presidente sindicalista. E esta tendência de tranformar governo em árbitro supremo, infiscalizável por natureza, e de criar uma religião laica de culto ao estado.
Precisamos acabar com isso. Em primeiro lugar, chega de contorcionismo e de MPs aparecendo pra dar um jeitinho nas contas na última hora. Isto é inaceitável. O governo federal precisa jogar dentro de regras estabelecidas. Estados e municípios são bem mais limitados em suas aventuras pela LRF, criada pelo governo anterior, quando o estado estava, realmente, ainda saindo do fundo do poço.
Hoje estamos em uma situação macroeconômica bem melhor, graças a esta e outras reformas fundamentais. Mas no que o atual governo contribuiu? Qual será o legado do governo atual? Será certamente o de avançar no ideal do estado fascista: consolidar a mítica do líder e da grandeza nacional acima das regras e trivialidades administrativas, fiscalizar tudo e todos, mas não prestar contas para ninguém. Transformar anseios populares em patriotada, e agir com amadorismo e extremo 'patrimonialismo partidário' no trato da máquina pública.
Será que vamos ter que chegar novamente ao fundo do poço para amadurecer e continuar avançando administrativamente? Parece que sim. Porque infelizmente estes temas técnicos não interessam o eleitor. Só há um interesse nacional quando as turbinas do avião começam a falhar.
Agora, de sopetão, o governo usa dois de seus brinquedos favoritos, o BNDES e a Petrobrás, para dar uma maquiada nas contas públicas, e atingir a meta de superávit primário que eles iam perder. Alguns dias antes eles disseram que não usariam mais o BNDES neste tipo de operação. Evidentemente mudaram de idéia.
http://blogs.estadao.com.br/rolf-kuntz/2010/09/29/o-custo-da-arrumacao/
Isto dá um grande reforço na nossa reputação de usuário pesado da ‘contabilidade criativa’, e certamente não ajuda em nada o país à longo prazo. O problema é que governo federal por aqui pensa que pode administrar como se fosse a casa da mãe Joana. Arrumando a casa de qualquer jeito e à sua maneira, abrindo brechas e espalhando gambiarras. Eles acham que ganhar eleições e ter altos índices de popularidade os libera de seguir práticas de transparência e de boa governança.
Justamente esta idéia de que se tem do estado como tendo o direito sagrado de se erguer acima de qualquer restrição, seja auto-imposta ou através da exposição de certos temas pela imprensa, é que ecoa perfeitamente com a doutrina fascista, que enxerga o estado como expressão máxima do povo, não admitindo qualquer oposição. Note que estamos usando o termo 'fascista' historicamente e com causa, e não como palavrão, como é comum pela esquerda.
Desta doutrina herdamos outros elementos, tais como nosso forte corporativismo, também bastante valorizado por Lula, como seria esperado em um presidente sindicalista. E esta tendência de tranformar governo em árbitro supremo, infiscalizável por natureza, e de criar uma religião laica de culto ao estado.
Precisamos acabar com isso. Em primeiro lugar, chega de contorcionismo e de MPs aparecendo pra dar um jeitinho nas contas na última hora. Isto é inaceitável. O governo federal precisa jogar dentro de regras estabelecidas. Estados e municípios são bem mais limitados em suas aventuras pela LRF, criada pelo governo anterior, quando o estado estava, realmente, ainda saindo do fundo do poço.
Hoje estamos em uma situação macroeconômica bem melhor, graças a esta e outras reformas fundamentais. Mas no que o atual governo contribuiu? Qual será o legado do governo atual? Será certamente o de avançar no ideal do estado fascista: consolidar a mítica do líder e da grandeza nacional acima das regras e trivialidades administrativas, fiscalizar tudo e todos, mas não prestar contas para ninguém. Transformar anseios populares em patriotada, e agir com amadorismo e extremo 'patrimonialismo partidário' no trato da máquina pública.
Será que vamos ter que chegar novamente ao fundo do poço para amadurecer e continuar avançando administrativamente? Parece que sim. Porque infelizmente estes temas técnicos não interessam o eleitor. Só há um interesse nacional quando as turbinas do avião começam a falhar.
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12 de agosto de 2010
Riscos do negócio: véspera de eleição e gasolina subsidiada
A Petrobrás tem uma necessidade de capital enorme que está sendo satisfeita por maracutaias governamentais, com um decorrente aumento das pressões inflacionárias e do controle estatal sobre a empresa de petróleo, como acontece na Venezuela, com a crescente intromissão política nos negócios do petróleo.
E vale o contrário: os negócios da empresa se misturam com a política. Depois do desastre na BP do México, o risco subiu, e o governo criou uma seguradora estatal sabe-se lá com quais intenções. O mais previsível seria dizer que esta iniciativa busca esconder do mercado o risco desta e de outras grandes operações, tendo o estado como seu garantidor, através desta 'empresa'.
E vale o contrário: os negócios da empresa se misturam com a política. Depois do desastre na BP do México, o risco subiu, e o governo criou uma seguradora estatal sabe-se lá com quais intenções. O mais previsível seria dizer que esta iniciativa busca esconder do mercado o risco desta e de outras grandes operações, tendo o estado como seu garantidor, através desta 'empresa'.
Afinal, os seguros hipotecários não acabaram na mão do governo nos EUA? Há uma onda de estatização desencadeada pela crise. A oportunidade estava no ar e o PT aproveitou.
Acompanham com grande apreensão, obviamente, o segundo round da brincadeira onde o estado quebra como consequência de ter assumido todos estes riscos. Estado não é feito para isso. Eles ganham o deles limpinho, quando as empresas e os indivíduos pagam impostos. Mas o nosso estado adora uma mesa de apostas. Toma as fichas dos investidores e, financiados por todos nós que vamos pagar esta conta no futuro, entra botando pra quebrar.
Agora vem a pergunta sobre a Petrobrás. O que aconteceu com o preço da gasolina? O barril sobe, e a gasolina não sobe. O barril cai, e a gasolina não fica mais barata. Porque?
Tudo depende de uma análise política de preço que decerto envolve a proximidade das eleições, a necessidade da Petrobras transferir recursos para o governo ou o interesse do governo em transferir recursos para a Petrobras, aumentando sua participação.
Toda esta movimentação política não passou desapercebida dos periódicos financeiros. Com a interferência política o valor da empresa tem caído bastante nos últimos meses, e agora o lucro ficou abaixo do esperado, perdendo entre as empresas de petróleo apenas para a BP, que teve suas finanças abaladas pelo desastre no Golfo do México.
E não se surpreendam se depois das eleições o governo reverta este subsídio e coloque a empresa para fazer caixa. Parece que foi em outro século que vimos a plataforma da Petrobrás afundando no mar. Hoje predomina o ufanismo irresponsável, que é o que interessa ao partido no poder. Estas críticas especializadas são recebidas de maneira infantil pelos militantes do petismo, como se não passassem de um esforço de estrangeiros de denegrir a pátria, e por aí vai.
Acompanham com grande apreensão, obviamente, o segundo round da brincadeira onde o estado quebra como consequência de ter assumido todos estes riscos. Estado não é feito para isso. Eles ganham o deles limpinho, quando as empresas e os indivíduos pagam impostos. Mas o nosso estado adora uma mesa de apostas. Toma as fichas dos investidores e, financiados por todos nós que vamos pagar esta conta no futuro, entra botando pra quebrar.
Agora vem a pergunta sobre a Petrobrás. O que aconteceu com o preço da gasolina? O barril sobe, e a gasolina não sobe. O barril cai, e a gasolina não fica mais barata. Porque?
Tudo depende de uma análise política de preço que decerto envolve a proximidade das eleições, a necessidade da Petrobras transferir recursos para o governo ou o interesse do governo em transferir recursos para a Petrobras, aumentando sua participação.
Toda esta movimentação política não passou desapercebida dos periódicos financeiros. Com a interferência política o valor da empresa tem caído bastante nos últimos meses, e agora o lucro ficou abaixo do esperado, perdendo entre as empresas de petróleo apenas para a BP, que teve suas finanças abaladas pelo desastre no Golfo do México.
E não se surpreendam se depois das eleições o governo reverta este subsídio e coloque a empresa para fazer caixa. Parece que foi em outro século que vimos a plataforma da Petrobrás afundando no mar. Hoje predomina o ufanismo irresponsável, que é o que interessa ao partido no poder. Estas críticas especializadas são recebidas de maneira infantil pelos militantes do petismo, como se não passassem de um esforço de estrangeiros de denegrir a pátria, e por aí vai.
Está em alta a arrogância do estatismo petista em achar que todos os planos vão sempre funcionar. E aqueles que apontarem problemas serão acusados de golpistas e traidores da pátria. Porque, afinal, nosso presidente é o sabe-tudo, e tem como apoio a famosa margem de manobra de 80%, que também sabe tudo sobre finanças e economia.
Deveríamos logo adotar aquele lema do plano cruzado, 'Tem que dar certo'. Porque se não der... este país vai pagar uma conta bem cara.
http://noir.bloomberg.com/apps/news?pid=20601086&sid=aRPb_Ig_dG8A
http://www.ft.com/cms/s/0/e9520e2c-a57b-11df-a5b7-00144feabdc0.html
http://noir.bloomberg.com/apps/news?pid=20601086&sid=aRPb_Ig_dG8A
http://www.ft.com/cms/s/0/e9520e2c-a57b-11df-a5b7-00144feabdc0.html
6 de agosto de 2010
Vice-presidente da associação de funcionários do BNDES defende modelo de financiamento via tesouro
Ele defende o modelo de estado grande, faz troça da lei de responsabilidade fiscal, minimiza o efeito da inflação.
É a volta daquela espécie de argumento econômico oportunista que por décadas quebrou o nosso país. Entrevista assustadora. E o pior. Um mero presidente de associação de funcionários visivelmente já está ditando a linha do banco, junto com demais 'companheiros' de 'movimentos sociais', todos subitamente interessados por bancos de desenvolvimentos depois da ascenção lulista. Se o BNDES já é ruim o suficiente do jeito que está, imagine sob o controle dessa turma
“Depois da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), se Keynes estivesse vivo, aqui no Brasil seria preso por malversação de recursos públicos”, ironizou.
4 de agosto de 2010
Mais uma intervenção econômica do governo Lula
Frigoríficos vivem fase de concentração radical
Boa parte da consolidação vista até agora foi feita com o apoio do BNDES, que injetou recursos em grandes empresas como JBS e Marfrig
Um ano e meio e dez frigoríficos depois, um quadro de concentração ainda maior se desenha no setor de carne bovina. Especialistas preveem que no médio prazo - cerca de cinco anos - restarão apenas quatro empresas no setor. Num horizonte de mais de dez anos, estimam que sobrarão apenas duas ou três.
Boa parte da consolidação vista até agora foi feita com o apoio do BNDES, que injetou recursos em grandes empresas como JBS e Marfrig. A ação do banco provocou queixas entre as empresas de pequeno e médio portes, que se sentem preteridas diante de um pequeno grupo de escolhidos.
http://www.valoronline.com.br/?impresso/caderno_a/83/6414940/frigorificos-vivem-fase-de-concentracao-radical&utm_source=newsletter&utm_medium=manha_04082010&utm_campaign=informativo
Boa parte da consolidação vista até agora foi feita com o apoio do BNDES, que injetou recursos em grandes empresas como JBS e Marfrig
Um ano e meio e dez frigoríficos depois, um quadro de concentração ainda maior se desenha no setor de carne bovina. Especialistas preveem que no médio prazo - cerca de cinco anos - restarão apenas quatro empresas no setor. Num horizonte de mais de dez anos, estimam que sobrarão apenas duas ou três.
Boa parte da consolidação vista até agora foi feita com o apoio do BNDES, que injetou recursos em grandes empresas como JBS e Marfrig. A ação do banco provocou queixas entre as empresas de pequeno e médio portes, que se sentem preteridas diante de um pequeno grupo de escolhidos.
http://www.valoronline.com.br/?impresso/caderno_a/83/6414940/frigorificos-vivem-fase-de-concentracao-radical&utm_source=newsletter&utm_medium=manha_04082010&utm_campaign=informativo
Comento: Em algumas situações de mercado a consolidação acontece naturalmente. Quando um mercado está competitivo demais, quando metade das empresas está jogando a toalha, alguém vai ter que ser absorvido pelo mais lucrativo. Isto temporariamente prejudica o interesse do consumidor, que vai pagar mais caro pelo produto. Diminui a competição, aumenta a cartelização, mas viabiliza a lucratividade deste mercado. Depois de alguns anos, com alguma nova idéia para desafiar as empresas que detém a maior fatia de mercado, novos competidores entram neste mercado, que agora possui retorno acima da média, graças à consolidação.
Isto tudo é bastante diferente quando um banco estatal, usando o critério de claro favorecimento político, decide bancar certos empresários para saírem comprando os competidores menores. Isso é um verdadeiro crime contra o consumidor. É mais uma prova do papel nefasto que este anacrônico banco de desenvolvimento estatal chamado BNDES opera na economia brasileira.
27 de julho de 2010
Uma festa para poucos
O Brasil se orgulha de ter um dos maiores bancos estatais do mundo: O BNDES. Deveria, na verdade, se perguntar porque os outros países não tem um banco como esse.
Com a crise, as forças que controlam este banco partiram para uma expansão desenfreada, pois sentiram que era o momento ideal. A folha do banco se incha, as garantias se deterioram, e beneficiam meia-dúzia de empresas bem conectadas, em detrimento de todos os brasileiros que tem suas economias retiradas à força e investidas no Banco, e os que pegam juros a taxas mais altas que o BC precisa colocar para neutralizar toda a injeção de crédito subsidiado feita pelo BNDES.
E, grande novidade, o PT introduz um dos maiores responsáveis pelo mecanismo inflacionário antes do plano Real: a capitalização direta do banco por títulos do tesouro federal.
13 de julho de 2010
Lula quer criar mais uma estatal
Depois dos escândalos do IRB, estatal criada por Getúlio Vargas na área de resseguros e rendendo escândalos até hoje, Lula agora decide criar na base de decreto mais uma estatal na área de seguros.
Lula não é nada bobo. Adora criar uma estatal que lida com grana. O IRB era disputado à tapa pela máfia política. Era um dos doadores do mensalão. Mais um prato cheio para petistas corruptos.
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