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27 de setembro de 2010

Censura: sob uma rodada de aplausos, o Brasil marcha rumo ao autoritarismo

Novo caso de corrupção envolvendo o governador de Tocantins é censurado. Todos os meios de comunicação estão, por decisão do TRE de Tocantins, proibidos de abordar o seguinte caso:

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/mp-liga-o-governador-do-tocantins-a-organizacao-criminosa

Este governador é apoiado por Lula e Dilma em sua campanha eleitoral. Entre outros casos recentes de censura podemos citar a censura para a proteção à família Sarney ( aliada do governo ), e em Santa Catarina, as liminares judiciais obtidas por Dário Berger contra jornal que publicava denúncias contra o mesmo.

Juiz do TO censura 'Estado' em caso de corrupção que cita governador
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,juiz-do-to-censura-estado-em-caso-de-corrupcao-que-cita-governador,615627,0.htmEdit

23 de setembro de 2010

A eterna regressão autoritária

Lula respeita sim a imprensa : lhe dá total liberdade para imprimir confete e serpentina... Mas ao apurar casos de corrupção que prejudicam o andar da campanha, a imprensa sai de sua alçada e é irresponsável e 'mentirosa', embora não especifiquem quais foram as supostas mentiras.

A imprensa 'neutra', como querem os petistas, é aquela que não altera o rumo da campanha, e respeita o uso da imprensa chapa-branca, que altera à favor ( aí pode ).

Os petistas querem se justificar no poder com base do consenso popular, e confundem isso com democracia. É a primeira vez na minha vida que vejo um partido se colocar acima de denúncias de corrupção e acusar os mensageiros. É exatamente por isso que estão na trilha do fascismo/populismo de esquerda, porque ter a maioria ao seu lado absolutamente não exime o líder e o partido de seguirem as leis. Mas o estado, representado pelo partido, e, pior ainda, por um único LÍDER, no fascismo está incomparavelmente acima das críticas.

Se eles persistirem no poder, não perco as esperanças. Aventuras populistas como esta que estamos passando sempre acabam mal. O país tem muito potencial, o que pode fornecer muito gás. Mas a dinâmica de destruição de valor já foi deslanchada.

Aí frequentemente o líder paternalista, amado quando tudo vai bem, acaba sendo também apeado do poder em tempo recorde, quando começa uma crise econômica ou eventos fora de controle atingem em cheio o homem comum.

Assim como o sol parece brotar da aura dele, quando eventos igualmente fora de controle melhoram a qualidade de vida da população, quando as coisas começam a dar mal ele também é culpado por tudo.

A democracia deveria ser governada pelas leis, tanto acima de momentos de popularidade quanto de crise. Petistas estão mostrando neste episódio de abertura das entranhas corruptas do partido em véspera de campanha o quanto não estão preparados para serem um partido democrático. Estamos vendo pela enésima vez a forma boa de democracia dentro da lei se degenerar na forma mais abjeta de democracia, aquele populismo autoritário com a simpatia popular, com a cumplicidade do partido, mas também de grande parte dos empresários e intelectuais que deveriam ter feito alguma coisa mas preferem aderir ao irresistível movimento político.

Mas o PT é só mais um. Infelizmente isto sempre existiu na história da humanidade.

20 de agosto de 2010

Lei eleitoral proíbe piadas com candidatos

A nossa autoritária lei eleitoral, cheia de podes e não-podes relacionados às campanhas eleitorais, decidiu agora aplicar uma regra que proíbe os humoristas de fazerem piadas com os candidatos em programas humorísticos. Porque esta preocupação? Porque o humor destrói a lavagem cerebral que os candidatos fazem em seus programas eleitorais, e isto para eles é intolerável. Porque as piadas sempre foram válvula de escape para mostrar que o discurso oficial, embora aparentemente aceito por todos, na esfera privada era motivo de piada. Por isso tiranos e autoritários sempre foram inimigos do humor político.

Mas uma mostra inaceitável de autoritarismo no nosso país. E como sempre, os mais excitados são os cães-de-guarda, os talibans da esquerda brasileira, que aplaudem qualquer movimento nesta direção. Já não há espaço para 'O Pasquim', com seus colaboradores mais comunistas recompensados pela resistência ao regime militar com dinheiro público. Onde estão estes safados agora? Agora que a esquerda está no poder, não há mais motivo para piada. Eles exigem respeito.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/785005-humoristas-organizam-protesto-contra-proibicao-de-abordar-candidatos.shtml

E o que o TSE não faz, é retirar candidaturas de candidatos-piada. Temos aí vídeos na internet mostrando o que há de pior (ou melhor, dependendo do ponto-de-vista) no humor involuntário dos candidatos-piada da nossa patética campanha eleitoral.

28 de julho de 2010

Comunista linha-dura surta na sabatina do R7

O candidato do PSOL, Plínio Arruda, que felizmente não possui as mínimas chances de apresentar um risco maior ao Brasil graças à inexpressividade do PSOL e de sua candidatura, vai até à televisão e em momento bizarro se põe a defender várias propostas radicais, como o controle da imprensa 'sem censura', quando esta cometer o absurdo de mostrar o MST com um destaque negativo no noticiário. Sua opinião é que a imprensa deva ser controlada 'sem censura' a cada 'erro' de enfoque, como segundo ele acontece no caso da 'demonização do movimento social'. Porque decerto os brasileiros amam o 'movimento social', e apenas a imprensa malvada pega no pé do MST, mostrando cenas de violência filmadas com brigas e destruições, enquanto na verdade os líderes e membros do MST são homens santos...

Deu sua total solidariedade ao ditador da Venezuela Hugo Chávez, que segundo ele representa um indiscutível progresso. Disse que a FARC só faz o que faz porque 'o governo da Colômbia é terrorista'. Em suma, a gente fica pensando, que democracia é essa em que um candidato dessa estirpe é convidado a dar suas idéias contra o próprio sistema que o respeita como candidato e o convida a dar suas idéias estapafúrdias.

Seria como chamar 'Adolfo Hiller' do PNSOL para defender que o pobre brasileiro tem que ser esterilizado, e que se eleito vai promover um programa de seleção racial, e acabar com a liberdade de credo e de imprensa, e ouvir tudo civilizadamente. Você não dá espaço civilizado para uma candidatura bárbara. Então porque o arrego com os paleo-comunistas do PSOL? A competição política deve se dar no pacífico e 'burguês' debate eleitoral democrático, dentro do escopo de paz, lei e ordem garantido por uma constituição normal de país do século XXI. Deixem a civilização para nós, burgueses, e vão lá pra guerrilha na selva cuidar da sua barbárie utópica.

Será normal que este espaço democrático seja frequentemente tomado de raposas vestidas de ovelha, como no caso do PT, que nominalmente vão dizer respeitar as regras do jogo, enquanto manobram para quebrá-las. Mas tolerar raposa vestida de raposa já é demais... Candidaturas que atentem visivelmente contra valores constitucionais ou princípios básicos contidos na constituição brasileira deveriam ser cassadas pelo TSE.

Se estivesse presente no debate, teria ganas de subir até o palco e empurrar o ancião comunista da cadeira. Qual é o ponto de discutir quando o debate sai do racional e entra na 'minha plataforma é acabar com a sua raça'? É como chamar alguém para um cafezinho na sua casa e o cara dizer que quer roubar tudo o que você tem e estuprar a sua mulher. E dizer isso na sua cara, como se fosse a coisa mais tolerável do mundo. Foi isso que o maldito Arruda fez ao falar de censura em pleno debate voluntário patrocinado pela TV Record. Um candidato desses merece é uma sapatada da platéia.

6 de julho de 2010

Candidata do Lula apresenta programa de governo radical 'por engano'

Essa é a cara da candidata do PT. Um pacote podre que ninguém quer abrir, e que o PT espera eleger na cola do Lulismo, sem entrar em debate sobre a 'agenda negativa' de seu programa de governo .

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100706/not_imp576896,0.php

5 de julho de 2010

Lula e Amorim na Guiné Equatorial

Em mais um episódio de diplomacia no estilo 'desperado', Lula visita o riquíssimo país da África, onde vastos recursos petrolíferos enriquecem a família do presidente e sua corte.

O presidente (eterno) da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, fecha acordos multibilionários com as grandes empresas de petróleo, com uma percentagem depositada em contas offshore ao redor do mundo. Sua família controla o estado e a totalidade da economia da Guiné Equatorial. A riqueza da família do presidente contrasta com a pobreza dos demais habitantes deste país estranho, que além de serem desorganizados politicamente e pouco instruídos, como é comum no típico país africano, contam com uma repressão quase total.

Como também acontece em outros países da África, e em já em alguns países da América Latina, quem tem educação precisa optar entre fazer parte do séquito real ou sair do país para não ser perseguido. O ditador passado da Guiné Equatorial, Nguema, se encarregou de decapitar o país, logo após a independência, implementando um terrível regime totalitário nativista. O ditador atual governa desde 78, quando liderou um bem-sucedido golpe-de-estado.

Portanto, se trata de mais uma visita diplomática da mais alta importância para o governo Lula, certamente de olho em algum negócio para a empresa de petróleo deles, a PTrobrás.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,amorim-defende-visita-de-lula-a-guine-equatorial,576542,0.htm

9 de junho de 2010

Controle da informação: um projeto a ser passado para a companheira Dilma

O jurista Ives Granda deu uma entrevista uns meses atrás no programa do Jô Soares sobre o tema do 'projeto de direitos humanos', que Lula diz ter assinado sem ler. O PNDH3 não tem nome de arma química por acaso. Visava implodir as liberdades conquistadas no Brasil ao longo de sua história.

Vale à pena ouvir ao Dr. Ives pelo seu grande preparo e didatismo. Se nosso país tivesse 1% de pessoas como ele, com certeza estaríamos mais perto da civilização e mais longe de projetos autoritários.

http://www.youtube.com/watch?v=IW7EQW1_1Kk&feature=related

1 de junho de 2010

Que Brasil é este dos 5% do contra?

Colunista chapa-branca se indaga, quem seriam estas criaturas que insistem em classificar como 'ruim e péssimo' o governo Lula?

Segundo ele, deve se tratar de algum fenômeno psíquico.

Ou então, prossegue, devem ser os 9 milhões que lêem as informações da 'grande mídia'.

É muito simples, senhor Kotscho, o senhor quase acertou em sua frase. Devem ser os 9 milhões que lêem, ponto. Os que lêem e entendem, observam a realidade ao seu redor e raciocinam. Os que fazem pesquisas. Os que não são ludibriados pela propaganda oficial e nem convencidos por nacionalismo barato e sonhos utópicos. São os que não são comprados com crédito subsidiado, cabides de empregos, posições de poder ou com esmolas assistenciais.

Este clima de ufanismo que não aceita críticas só foi visto na época da ditadura militar. Ou talvez nem nesta época, já que a 'grande mídia' também se posicionava de maneira cautelosa. Qual é o tamanho do consenso desejado pelos Lulistas? 100% de aprovação, como nos países onde Top-Top, o anão Amorim e 'O Cara' fazem sua diplomacia?

Já que estes infelizes do contra precisam ser ajudados pela sociedade, porque não formar centros de capacitação cívica pelo Brasil afora? Que tal obrigá-los a passar por cursos de formação cívica? E que tal, no final, obrigá-los a segurar cartazes se arrependendo de terem ousado criticar o maior líder das galáxias?

No link original, podemos ver 500 comentários, em geral de membros do clube dos 5%.

E você, faz parte deste clube? Já somos 9 milhões de teimosos irracionais? A saúde psíquica da nação brasileira está piorando rapidamente.

20 de maio de 2010

Do que tem medo os ditadores?

A agência Ogilvy & Mather fez esta campanha chamada 'ditadores medrosos' para a International Society for Human Rights.

http://www.softwaretimes.com/files/dictators+are+afraid+of+th.html

18 de maio de 2010

Buraco negro entre governo e sociedade

A frase iluminada de Jucá mostra-nos que há uma fenda secular, um abismo entre sociedade e governo, que há uma inversão de valores ? o governo tem vida própria e a sociedade existe apenas para legitimá-lo.

Artigo de Arnaldo Jabor

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100518/not_imp553098,0.php

9 de março de 2010

A resposta veio rápida: Lula compara prisioneiros políticos à bandidos presos de São Paulo

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,greve-de-fome-nao-e-valida-para-libertar-dissidentes--diz-lula,521849,0.htm


"Eu penso que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem liberdade", disse o presidente.

Lula também pediu respeito às determinações da justiça cubana sobre detenção dos dissidentes que estão em greve de fome, um dos quais morreu.

"Temos que respeitar a determinação da justiça e do governo cubanos, como quero que respeitem o Brasil", afirmou Lula em uma entrevista à AP.

Suas declarações foram feitas no momento em que o dissidente cubano Guillermo Fariñas se mantém em greve de fome desde 24 de fevereiro na cidade de Santa Clara.


Comento: Está aí a verdadeira face do 'Lulismo', que alguns empresários e setores no Brasil que teoricamente tem mais a perder do que eu toleram e citam como 'pragmatismo' em relação ao radicalismo petista. Não dá pra tolerar petismo.



16 de dezembro de 2009

A cidadania das massas

No conceito de governo popular que os autoritários sonham, não podem existir intermediários entre o governante e a massa. A recente batalha dos autoritários de esquerda contra a imprensa na América Latina é mais um exemplo desta atitude.

O que oferece legitimidade ao governo popular é o apoio de uma massa de gente, desassistida e desagregada. Sem educação, sem perspectivas, sem articulação.

Não é necessário ser cristão ou socialista para fazer uma opção pelos pobres. É do interesse de todo oportunista político fazer uma opção pelos mais pobres, pois são os votos mais baratos. É o mais lógico. Esta é a famosa demagogia, o familiar regime de clientelismo, onde o pobre não 'acha' nada. Seu papel é posar para a foto e concordar. Seu papel é de 'simpatizante'.

É a esta gente carente que os políticos chamam de 'cidadão', de boca cheia.

Já os educadinhos, com dinheiro, articulação, e podendo emitir opinião contrária ou não, estes são indesejáveis, incômodos. Se estiverem do seu lado, melhor. Se for possível comprá-los, melhor. Se não, pior para eles. Quem não sair da frente será soterrado.

A ironia é que estes são, justamente, os que teriam condições plenas para exercer a cidadania.

Eram muitos poucos os cidadãos nas democracias antigas. A maioria das pessoas era escravo, servo, ou cidadão de segunda classe.

O grande sonho da democracia moderna era o de fazer o 'upgrade' destas massas para a cidadania plena. Só que às vezes, como mostram as várias tentativas frustradas de democracia em países subdesenvolvidos, é mais fácil e conveniente fazer o caminho inverso: o 'downgrade' dos emancipados para um servilismo referendado pelas massas populares.

A liberdade de informação é sacrificada neste pacote, juntamente com outras liberdades essenciais 'que não enchem barriga de ninguém'.

Segundo Aristóteles, a democracia seria nada mais que uma tirania exercida pelas massas. Via tal governo com grande suspeita, pois a experiência antiga mostrava que o governo exercido por uma massa de pessoas desinformadas e despreparadas rapidamente converge para o caos, para a agressão mútua. E, quando o caos chega a um nível insuportável, o resultado é a instalação de algum tirano.

A experiência moderna infelizmente confirma Aristóteles. Vemos no longo da história esta estratégia demagógica sendo usada repetidas vezes justamente por líderes carismáticos, com consequências catastróficas. Jogue um grupo contra outro, destrua a sociedade, e colha os pedacinhos.

Aristóteles diferenciava essa democracia, com essência demagógica e auto-destrutiva, da 'politia', onde o governo dos muitos é temperado pela observância de leis claras, e pela construção de instituições respeitáveis, acima mesmo dos sabores da vontade popular. Analistas modernos enfatizam a necessidade de se temperar a democracia com um serviço público profissional, bem longe dos recentes 'loteamentos ideológicos' que estamos observando nos últimos tempos.

É certamente a este tipo de governo que deveríamos almejar. Que a cidadania plena seja disponível para todos os que se esforcem por obtê-la, e que sacrifiquem alguns minutos de seus afazeres diários para se informar sobre o que se passa.

Infelizmente, vemos, como no caso brasileiro, uma transição suave do autoritarismo e do voto de cabresto para a demagogia e para um conceito de cidadania de massas completamente manipulado pelos políticos. O voto desinformado é privilegiado. A informação é controlada. A justiça protege a honra dos políticos, e estipula quanto e o que pode ser dito em campanha eleitoral.

Nestas condições, e em face dos acontecimentos recentes, cada vez mais vejo o sistema político brasileiro como um autoritarismo referendado por voto coagido. É permitida a livre manifestação e livre escrutínio dos governantes, desde que os olhos não olhem para o lado errado e não se viole as muitas disposições em contrário...