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6 de dezembro de 2010

Dá pra fazer um desenho?

Para quem com eu está curioso mas sem tempo para ler os documentos vazados pelo Wikileaks, o cartunista David Horsey resumiu a diplomacia internacional a uma charge bem bolada:

http://blog.seattlepi.com/davidhorsey/archives/230324.asp

2 de dezembro de 2010

Hackers do Wikileaks publicam material das embaixadas americanas

O Wikileaks, site que cada vez mais se assemelha mais a um site de hackers do que propriamente jornalistas investigativos, revelou centenas de documentos vazados das embaixadas americanas ao redor do mundo.

A vontade do Wikileaks é a de expor a maneira com que o 'real politics' funciona, e o contraste dos comentários com as posições oficiais do governo americano. A meu ver uma grande bobagem. Mas, em todo caso, o material contém análises de alta qualidade, curtas e objetivas. E como não são feitas para serem publicadas em um canal fechado de comunicação, vão diretamente ao ponto e dão nome aos bois.

A maior parte do material vazado no Brasil confirma o que por aqui todo mundo já sabia. Que a política externa do Lula tem um ranço anti-americano, que prefere se aliar aos ditadores e governos encrenqueiros, que omite casos de terrorismo em território nacional, que continua a fomentar teorias conspiratórias na Amazônia ( que são na verdade quase uma mania nacional ).

Na maior parte do tempo a embaixada americana no Brasil está mesmo é preocupada em obter oportunidades de negócio para empresas americanas. Só que por motivos estratégicos e ideológicos o governo do Brasil interfere no ministério da defesa para impedir a compra de equipamento bélico americano.

Novamente, não há surpresa nenhuma nisso. O que vocês acham que fazem as embaixadas brasileiras mundo afora? Eles vivem fazendo isso, usando verbas públicas para representar empresários brasileiros com boas conexões políticas, entre um jantar e outro.

Já na Argentina, uma análise me chamou a atenção, que traça um retrato bastante verossívil do recém-falecido Nestor Kirchner, cujo sumário traduziremos no próximo post. Lido hoje, se torna um verdadeiro epitáfio do líder populista latino americano, esta praga que teima em brotar por estas terras.

5 de julho de 2010

Lula e Amorim na Guiné Equatorial

Em mais um episódio de diplomacia no estilo 'desperado', Lula visita o riquíssimo país da África, onde vastos recursos petrolíferos enriquecem a família do presidente e sua corte.

O presidente (eterno) da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, fecha acordos multibilionários com as grandes empresas de petróleo, com uma percentagem depositada em contas offshore ao redor do mundo. Sua família controla o estado e a totalidade da economia da Guiné Equatorial. A riqueza da família do presidente contrasta com a pobreza dos demais habitantes deste país estranho, que além de serem desorganizados politicamente e pouco instruídos, como é comum no típico país africano, contam com uma repressão quase total.

Como também acontece em outros países da África, e em já em alguns países da América Latina, quem tem educação precisa optar entre fazer parte do séquito real ou sair do país para não ser perseguido. O ditador passado da Guiné Equatorial, Nguema, se encarregou de decapitar o país, logo após a independência, implementando um terrível regime totalitário nativista. O ditador atual governa desde 78, quando liderou um bem-sucedido golpe-de-estado.

Portanto, se trata de mais uma visita diplomática da mais alta importância para o governo Lula, certamente de olho em algum negócio para a empresa de petróleo deles, a PTrobrás.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,amorim-defende-visita-de-lula-a-guine-equatorial,576542,0.htm

25 de maio de 2010

Parceria com o atraso

Pochmann vai à Venezuela para inaugurar escritório do Ipea
O Brasil deve inaugurar ainda neste ano o escritório do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) na Venezuela. O presidente do instituto, Márcio Pochmann, viaja para o país nesta semana para se encontrar com o presidente Hugo Chávez, com quem definirá os termos da parceria.
(...) Uma das demandas internacionais feitas ao instituto é a capacitação de técnicos para atuar na formulação e avaliação de políticas públicas (SIC).

26 de abril de 2010

Entrevista de Celso Amorim




Um dos pontos críticos do governo Lula foi na área de relações internacionais, pautada por uma aproximação com ditaduras e com regimes isolados, e um forte traço ideológico, contrário à tradição da diplomacia brasileira. As relações diplomáticas foram uma das áreas entregue pelo partido ao seu 'taliban' interno.

Nesta entrevista, Celso Amorim, o diplomata de carreira que virou executor da agenda diplomática petista, defende - ou desconversa - suas controversas posições.


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