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29 de outubro de 2010

MEC censura livro de Monteiro Lobato

http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman/quem-tem-medo-de-pedrinho/

Como com certeza os técnicos em engenharia social do MEC vão substituir o gigante Lobato por algum pigmeu do agrado deles, estou dando a minha contribuição à educação nacional traduzindo este texto de 'Politically Correct Bedtime Stories', James Finn Garner.

Era uma vez uma pessoa jovem chamada Chapeuzinho Vermelho que vivia com sua mãe na beira de uma grande floresta. Um dia sua mãe lhe pediu que levasse um cesto de frutas frescas e água mineral para a casa de sua avó - não por isto ser uma tarefa doméstica historicamente associada a uma pessoa feminina, mas sim movida por um genuíno sentimento de generosidade, e porque embutiria em sua filha sentimentos comunitários. Além do mais, sua avó NÃO ESTAVA doente, mas sim em plena condição física e mental, plenamente capaz de tomar conta de si mesma, enquanto adulto da terceira-idade.

Então Chapeuzinho saiu com sua cesta para a floresta. Muitos acreditavam que a floresta fosse um lugar impenetrável e perigoso, e nunca botaram os pés lá. Chapeuzinho, por outro lado, estava consciente de sua sexualidade em flor e não se intimidava com estas óbvias alegorias Freudianas.

No caminho para a casa da avó, Chapeuzinho foi abordada por um lobo, que perguntou o que havia no cesto. Ela respondeu: 'alguns lanches saudáveis para a minha avó, que com certeza é bem capaz de cuidar de si mesma enquanto adulto da terceira-idade. '

O lobo disse: "Minha querida, você não sabe que não é seguro para uma garotinha andar por aqui sozinha?"

Chapeuzinho disse: "Considero sua observação sexista e ofensiva ao extremo, mas vou ignorá-la por causa do seu status tradicional de marginalizado pela sociedade, o que certamente lhe causa muito estresse e lhe obriga a formar uma visão de mundo bastante distinta da minha, atitude inteiramente natural. Mas, se me permite, devo continuar meu caminho.

Chapeuzinho continuou caminhando pelo caminho principal. Mas por causa de seu status marginalizado perante a sociedade, o lobo não se restringia aos esquemas lineares automáticos do pensamento ocidental, e encontrou um caminho mais rápido até a casa da vovó. Ele invadiu a casa e comeu a vovó, uma linha de ação válida para um carnívoro como ele. Então, não se intimidando com a rígida divisão tradicional entre gêneros femininos e masculinos, vestiu os pijamas da vovó e se arrastou para a cama...

Chapeuzinho entrou na cabana e disse: "vovó, lhe trouxe uns lanchinhos orgânicos, sem gordura e livres de aditivos químicos, para saudá-la como sábia e encorajadora matriarca que é".

Da cama o lobo disse de mansinho, "chegue mais perto, criança, para que eu possa ver".

Chapeuzinho explamou "Oh, havia me esquecido que a vovó é mais portadora de deficiência visual do que um morcego! Vovó, mas que olhos grandes a senhora tem!"

"Eles já viram muitas coisas e perdoaram muito, minha querida."

"Vovó, mas que nariz grande a senhora tem, relativamente, é claro, e certamente atraente à sua maneira".

"Já cheirou muitas coisas e também perdoou muito, minha querida."

"Vovó, que dentes grandes a senhora tem!"

E o lobo disse "Estou muito satisfeito com o que sou e com quem sou", e pulou da cama, pulando em Chapeuzinho com suas garras, pronto para devorá-la. Chapeuzinho gritou, não porque estivesse assustada com sua aparente tendência à prática do 'cross-dressing', perfeitamente tolerável, mas por este ter completamente violado seu espaço pessoal.

Seus gritos foram ouvidos por um profissional cortador de madeira ( ou técnico em celulose renovável, como preferia ser chamado ). Quando este pulou para dentro da casa, avistou a cena e tentou intervir. Mas quando este levantou seu machado, tanto o lobo quanto Chapeuzinho ficaram imóveis.

"E o que você pensa que está fazendo?", perguntou Chapeuzinho.

O cortador de madeira piscou os olhos, e não conseguiu buscar palavras.

"Entrando aqui como um Neandertal, balançando esta arma de um lado para outro, como se ela fosse pensar para você?", exclamou. "Sexista! Racista! Como ousa assumir que uma jovem mulher e um lobo selvagem não possam resolver seus conflitos sem a ajuda de um homem?"

Emocionada com a fala vibrante de Chapeuzinho, a vovó pulou para fora da boca do lobo, pegou o machado do cortou de um lance a cabeça do homem. Depois destes exaustivos trabalhos, Chapeuzinho, Vovó e o lobo sentiram com satisfação que tinham atingido um propósito comum. Decidiram instalar uma comunidade alternativa baseada em cooperação e entendimento mútuo, e agora moram juntos na floresta, felizes para sempre.

9 de junho de 2010

Controle da informação: um projeto a ser passado para a companheira Dilma

O jurista Ives Granda deu uma entrevista uns meses atrás no programa do Jô Soares sobre o tema do 'projeto de direitos humanos', que Lula diz ter assinado sem ler. O PNDH3 não tem nome de arma química por acaso. Visava implodir as liberdades conquistadas no Brasil ao longo de sua história.

Vale à pena ouvir ao Dr. Ives pelo seu grande preparo e didatismo. Se nosso país tivesse 1% de pessoas como ele, com certeza estaríamos mais perto da civilização e mais longe de projetos autoritários.

http://www.youtube.com/watch?v=IW7EQW1_1Kk&feature=related

1 de junho de 2010

Que Brasil é este dos 5% do contra?

Colunista chapa-branca se indaga, quem seriam estas criaturas que insistem em classificar como 'ruim e péssimo' o governo Lula?

Segundo ele, deve se tratar de algum fenômeno psíquico.

Ou então, prossegue, devem ser os 9 milhões que lêem as informações da 'grande mídia'.

É muito simples, senhor Kotscho, o senhor quase acertou em sua frase. Devem ser os 9 milhões que lêem, ponto. Os que lêem e entendem, observam a realidade ao seu redor e raciocinam. Os que fazem pesquisas. Os que não são ludibriados pela propaganda oficial e nem convencidos por nacionalismo barato e sonhos utópicos. São os que não são comprados com crédito subsidiado, cabides de empregos, posições de poder ou com esmolas assistenciais.

Este clima de ufanismo que não aceita críticas só foi visto na época da ditadura militar. Ou talvez nem nesta época, já que a 'grande mídia' também se posicionava de maneira cautelosa. Qual é o tamanho do consenso desejado pelos Lulistas? 100% de aprovação, como nos países onde Top-Top, o anão Amorim e 'O Cara' fazem sua diplomacia?

Já que estes infelizes do contra precisam ser ajudados pela sociedade, porque não formar centros de capacitação cívica pelo Brasil afora? Que tal obrigá-los a passar por cursos de formação cívica? E que tal, no final, obrigá-los a segurar cartazes se arrependendo de terem ousado criticar o maior líder das galáxias?

No link original, podemos ver 500 comentários, em geral de membros do clube dos 5%.

E você, faz parte deste clube? Já somos 9 milhões de teimosos irracionais? A saúde psíquica da nação brasileira está piorando rapidamente.

27 de maio de 2010

Depois da visão eurocêntrica, a visão afrocêntrica do MEC

Os liberais em geral acompanham com grande apreensão o movimento de doutrinação educacional realizado pela esquerda ao longo de décadas. Este é um movimento mundial. E não há nada de novo no uso da educação para a propagação de ideologias. Só muda a ideologia que busca controlar de forma maquiavélica a doutrinação das mentes frescas das crianças.

Na minha época de estudante em colégio de freiras, passamos por um forte controle católico sobre o currículo. Certos fatos históricos desconfortáveis eram abordados rapidamente, e fazia parte da educação um grande número de aulas de 'ensino religioso', em geral ministradas por alguma beata com mentalidade pré-renascentista. Eu sempre me incomodei bastante com estas aulas. Mas, até mesmo uma criança é capaz de ver que educação física, a antiga 'educação moral e cívica' e ensino religioso não se comparam às disciplinas do núcleo, como matemática, ciências e língua portuguesa.

A educação básica já faria muito, especialmente neste país de ignorantes diplomados, se conseguisse diminuir um pouco nossa situação de analfabetismo funcional e matemático. Muitos estudantes brasileiros que buscam ingressar em uma universidade são incapazes de entender um texto ou realizar uma conta simples. Muitos aprendem a pensar logicamente quando chegam na universidade. Um desperdício de tempo. Alguns, nem mesmo lá...

Em particular, nos departamentos de pedagogia, onde são definidos os caminhos educacionais dos pequenos, impera o obscurantismo dos beatos da esquerda, e agitadores políticos tem conseguido continuamente colocar novos assuntos na pauta educacional, sempre com algum objetivo político e com grande ódio à diversidade de currículo.

Como boa parte do Brasil teve uma forte influência africana, estes ditadores de currículos decidiram introduzir 'estudos africanos' no currículo brasileiro.

Isto é especialmente patético no nosso estado, Santa Catarina, onde a população de origem negra é minoria, e de origem alemã, italiana, polonesa e açoriana é maioria. Claro que o estudo da África enriquece a educação das crianças. Mas meses a fio? Mas porque não estudar o Japão? Ou, dependendo do professor, estudar mais os países vizinhos? Não é melhor para um professor no Amazonas estudar mais sobre os diferentes grupos indígenas? Não é melhor no Rio Grande do Sul estudarem mais sobre os povos platinos? Não é esse o desejo do MEC.

Graças ao MEC, nossos alunos recebem uma cantilena de estudos africanos, que se somam ao já extenso currículo sobre povos indígenas. Nosso filho na escola deve estar estudando temas da escravidão e África há uns dois meses já. Virou tema do semestre inteiro, já que a escola decerto quer 'fazer bonito' com o MEC.

A África, que para o Brasil é quase sempre África ocidental, é retratada sob as lentes do relativismo cultural. Textos de lendas africanas são usados como ferramenta de estudo das culturas africanas, e para transmitir experiências de vida, assim como Andersen e Esopo, agora fora de moda, eram usados no passado.

Na fábula que li ontem para ele, o herói da estória, uma aranha sempre envolvida com tramóias, dá um jeito de enganar o porco, para não ter que nunca mais pagar uma dívida com ele.

Em outra estória, o herói inventava uma maneira de roubar as terras do vizinho camaleão mentindo para o juiz.

As estórias são divertidas, mas são evidentes nestas lendas 'valores' africanos como a vontade de levar vantagem, também comum à tradição ibérica, e a crença na superstição e na magia. Bom, pelo menos às vezes o herói trapaceiro se dá mal...

Os negros no Brasil são retratados, como sempre, no eterno papel de escravos oprimidos, o que na minha opinião não contribui em nada para relaxar as tensões étnicas, e apenas reinforça o 'coitadismo'.

Os avós dessas crianças catarinenses trabalhavam como burros de carga e também não tiveram uma vida nada fácil. Eram ignorantes e pobres.

Mas ninguém ficará repetindo eternamente na escola que os imigrantes catarinenses eram uns coitados mortos-de-fome vindo da Europa como refugiados para se instalar no meio do nada.

Já as crianças descendentes de africanos precisam escutar até a exaustão que seus antepassados eram escravos, o quanto sofriam, o quanto eram explorados, e o quanto elas se diferenciam das outras crianças por causa destes acontecimentos históricos.

No questionário para o meu filho a professora escreve:

"Hoje em dia não há mais escravos. Mas será que a escravidão acabou?"

Não tenho dúvidas que a escola não terá problemas com o MEC.