16 de agosto de 2011

Krugman: os que EUA precisam é de uma invasão alienígena

Paul Krugman é um economista keynesiano proeminente, e como todo keynesiano, tem grande apreço pela falácia da vidraça quebrada.

O grande economista francês Frédéric Bastiat já se batia contra esta e outras falácias há muito tempo atrás.


É claro que gastar dinheiro com atividades inúteis, do tipo cavar e tapar buraco, vai movimentar os negócios dos empregados por estas atividades. Este é o lado visível do fenômeno.

O lado que não é visível é que enquanto abrem e fecham buracos, uma economia já com dificuldades vai precisar manter o sustento destes trabalhadores, que com certeza não vão satisfazer suas necessidades ao modo keynesiano, simplesmente imaginando ou não-imaginando que estão de barriga cheia, que estão sob um teto, que estão relaxando depois de tapar buracos assistindo a uma televisão tela plana. Não. Consumirão recursos reais, produzidos pela economia real, em troca de dívida que não vai ser paga no futuro por eles, mas por todos.

Em suma, é como se fosse mais um imposto sobre o setor produtivo sem nada em troca.

Enquanto participam destas atividades econômicas inúteis, os envolvidos nada mais são que parasitas econômicos.

Rogoff é mais fiel ao Keynes original, cujo emaranhado de idéias, apesar de controversas e confusas, faziam bem mais sentido do que as de seu posterior séquito de economistas medíocres que vieram 'interpretar o mestre'. Rogoff defende o gasto em infra-estrutura, mesmo que através de endividamento, receita que de fato funcionaria, se bem que não no caso americano com a construção de pontes para lugar algum, mas ao menos em algum país com déficit nessa área, como no Brasil.

Mas este exemplo é deixado no chinelo por um cada vez mais lunático Paul Krugman, exemplificando ao máximo o absurdo de si mesmo e desta teoria. Disse na CNN que, assim como na segunda guerra mundial, tudo o que os EUA precisam para sair da recessão é de uma 'invasão alienígena'. Palavra de 'Nobéu'. É de se admirar que seguindo conselhos econômicos destes charlatães tenhamos entrado em uma crise mundial?

11 de agosto de 2011

A escalada da pirâmide

Vamos fazer uma pequena conta.

Uma jovem se casa e ingressa no esquema do INSS pagando 5% de contribuição de 1 SM.

Se este dinheiro fosse investido - O QUE NÃO É - teríamos o acúmulo de juros sobre juros.

Uma quantia X depositada anualmente ( para simplificar ) ao longo de N anos e recebendo juros r se multiplica em:

X * ( ( (1+r)^N - 1 )/(r) )

Se este capital recebesse juros reais acima da inflação de 5%, teríamos ao final de 30 anos de contribuição o montante de 70x a contribuição, aproximadamente.

A contribuição é pequena, de 1/20 de um SM, e dá direito a 1 SM.

Se isto fosse investido e recebesse juros - o que seria o melhor caso POSSÍVEL - seria suficiente para 3.5 anos de pagamento de 1 SM.

O dinheiro continuaria rendendo juros, mas convenhamos, economias representando 3.5 x um pagamento anual de 1 SM não levariam uma aposentadoria muito longe.

A expectativa de sobrevida do sexo feminino aos 60 anos é de 20 a 22 anos, dependendo da região do país e das condições.

Agora o pior : essa dona-de-casa pode já se 'aposentar' aos 50 ANOS!

Agora o pior : o INSS é um esquema de Ponzi, não há sequer acúmulo de juros. O que entra tem que igualar o que sai. O resto o estado tira por impostos ou inflação para tapar o inevitável rombo.

Para sustentar uma dona de casa em 2040 será necessário a entrada de 20 donas de casa no 'mercado de trabalho'. Obviamente o que bota mesmo dinheiro no sistema é a contribuição das empresas, da ordem de 20%. Mesmo assim não evita uma quebra, porque uma pirâmide sempre quebra, a menos que vire uma corrente, o que obviamente ninguém quer, porque não ofereceria vantagem alguma a quem é 'contemplado' nesse esquema.

Além de donas-de-casa temos várias classes de isenção de empresas do Simples, e em geral a tendência é prometer benefícios futuros e arrecadar agora para rolar a pirâmide mais um pouco, aos que certamente serão um peso no futuro.

A medida foi aprovada e aplaudida no congresso por membros de todos os partidos.


Entenderam agora porque um colapso total das contas públicas é tanto inevitável quanto necessário?

UPDATE: sem comentários, dois anos de 1/20 de SM vão aposentar uma geração de donas de casa.

Mais outra brecha:

Isso já virou uma bagunça tão grande que não é possível que dure 10 anos desta forma. Talvez nem durante essa crise estas regras se mantenham. Ao menos uma coisa vai ser bonito : ver os petistas se enforcando com a própria corda que eles mesmos passaram em seu pescoço. Dona Dilma vai ter que vetar ou quebrar.

A dose não foi o suficiente

O que era comentado apenas em blogs e por observadores econômicos se confirmou, e os mercados subitamente se deram conta das implicações da insustentabilidade fiscal dos países ricos e da incapacidade do Fed de produzir qualquer poção mágica que não involva inflação.

Isto já vem sendo defendido pelos grupo dos keynesianos irresponsáveis. Paul Krugman usa o termo 'grupo de pessoas muito sérias' para desmerecer os que exigem austeridade fiscal. Eu uso o termo 'grupo dos keynesianos irresponsáveis' para me referir a Krugman, Bernanke, Rogoff, Stigliz e outros panacas com diplomas e títulos mas com total incapacidade e vontade de abrir mão de sua teoria econômica furada.

Se a cobaia não ressucita, é porque a dose não foi suficiente. Esse é o mantra.

2 de agosto de 2011

No fundo eles sabem que funciona, mas quem vai tapar o rombo?

O governo deve estar mesmo desesperado com a deterioração da economia. Porque quando eles estão realmente muito, muito desesperados eles mostram que sabem que só tem uma coisa que funciona : corte de impostos, desoneração, redução do custo-Brasil.

Claro que isso contrasta com todas as promessas que eles fazem ao outro lado, mas por um tempo eles querem ter as duas coisas.

Eles estão para baixar mais um de seus decretos hoje que isenta setores da indústria intensivos em mão-de-obra de pagar a 'contribuição patronal' do INSS de 20%, um dos maiores entraves para a criação de empregos e para a competitividade do Brasil de um modo geral.

Imagine o progresso que teríamos no Brasil se esta peso enorme fosse retirado da nossa economia. Apenas podemos imaginar o que seria a economia desse país se este e outros entraves fossem removidos.

Claro que o decreto contém inúmeras outras medidas, mas o que realmente interessa é essa aí, e por isso o governo teve que obter o consentimento de sindicatos antes de anunciar.

Com isso o INSS deixa de ser uma pedra no pé apenas de alguns setores selecionados, mas tem um 'pequeno' probleminha, vai ser certo o crescimento de um rombo no INSS, que segundo a notícia, 'será coberto com dotações do tesouro'. Hum, interessante...

A realidade é que em algum momento nosso país vai ter que encarar este problema de frente, e quero ver os políticos na televisão tentando explicar aos 'segurados' enfurecidos do INSS que o sistema não passa de um esquema de pirâmide, que os brasileiros pegaram e conseguiram piorar ainda mais com suas aposentadorias precoces. Isto só vai acontecer quando o país for colocado contra a parede pelos seus financiadores, como acontece com alguns países da Europa.

Claro, esta mensagem ninguém vai querer ouvir. Então esta medida é positiva em dose dupla, primeiro por nos dar um gosto do que seria um setor industrial que não fosse obrigado a sustentar um esquema de pirâmide que os governos passados prometeram aos brasileiros, segundo porque é mais uma volta que a corda dá no próprio pescoço do atual governo, que está se enforcando bonito no próprio legado da era Lula que eles mesmos criaram.

28 de junho de 2011

Breve em um país próximo da sua casa

TAXATION

  • Taxes will increase by 2.32bn euros this year, with additional taxes of 3.38bn euros in 2012, 152m euros in 2013 and 699m euros in 2014.
  • A solidarity levy of between 1% and 5% of income will be levied on households to raise 1.38bn euros.
  • The tax-free threshold for income tax will be lowered from 12,000 to 8,000 euros.
  • There will be higher property taxes
  • VAT rates are to rise: the 19% rate will increase to 23%, 11% becomes 13%, and 5.5% will increase to 6.5%.
  • The VAT rate for restaurants and bars will rise to 23% from 13%.
  • Luxury levies will be introduced on yachts, pools and cars.
  • Some tax exemptions will be scrapped
  • Excise taxes on fuel, cigarettes and alcohol will rise by one third.
  • Special levies on profitable firms, high-value properties and people with high incomes will be introduced.

PUBLIC SECTOR CUTS

  • The public sector wage bill will be cut by 770m euros in 2011, 600m euros in 2012, 448m euros in 2013, 300m euros in 2014 and 71m euros in 2015.
  • Nominal public sector wages will be cut by 15%.
  • Wages of employees of state-owned enterprises will be cut by 30% and there will be a cap on wages and bonuses.
  • All temporary contracts for public sector workers will be terminated.
  • Only one in 10 civil servants retiring this year will be replaced and only one in 5 in coming years.

SPENDING CUTS

  • Defence spending will be cut by 200m euros in 2012, and by 333m euros each year from 2013 to 2015.
  • Health spending will be cut by 310m euros this year and a further 1.81bn euros in 2012-2015, mainly by lowering regulated prices for drugs.
  • Public investment will be cut by 850m euros this year.
  • Subsidies for local government will be reduced.
  • Education spending will be cut by closing or merging 1,976 schools.

CUTTING BENEFITS

  • Social security will be cut by 1.09bn euros this year, 1.28bn euros in 2012, 1.03bn euros in 2013, 1.01bn euros in 2014 and 700m euros in 2015.
  • There will be more means-testing and some benefits will be cut.
  • The government hopes to collect more social security contributions by cracking down on evasion and undeclared work.
  • The statutory retirement age will be raised to 65, 40 years of work will be needed for a full pension and benefits will be linked more closely to lifetime contributions.

PRIVATISATION

  • The government aims to raise 50bn euros from privatisations by 2015, including:
  • Selling stakes this year in the betting monopoly OPAP, the lender Hellenic Postbank, port operators Piraeus Port and Thessaloniki Port as well as Thessaloniki Water.
  • It has agreed to sell 10% of Hellenic Telecom to Deutsche Telekom for about 400m euros.
  • Next year, the government plans to sell stakes in Athens Water, refiner Hellenic Petroleum, electricity utility PPC, lender ATEbank as well as ports, airports, motorway concessions, state land and mining rights.
  • It plans further sales to raise 7bn euros in 2013, 13bn euros in 2014 and 15bn euros in 2015.

http://www.bbc.co.uk/news/business-13940431?print=true

10 de junho de 2011

Efeitos colaterais do welfare state

O Brasil começa a apresentar alguns sintomas típicos do welfare state Europeu. Pessoas deixando o emprego para abaixar a renda, famílias se separando. Precisamos parar este monstro enquanto ainda não se firmou por aqui.

3 de junho de 2011

Produto interno bruto incompreendido

O PIB originalmente é uma medida de produção, e se essa produção toda está se movimentando por aí com base em endividamento, por passe de mágica, ou se está sendo gerada por alistamento forçado em uma guerra, ou mesmo uma grande gincana para produzir coisas 24h por dia e lotar caminhões de containeres para afunda-los no mar, não faz a mínima diferença para a fórmula.

Dentro da definição, OK, o PIB é mais um indicador de produção. Deve ser analisado com outros indicadores. Por exemplo, a dívida em relação à produção deveria mostrar se este movimento econômico todo é sustentável ou não.

Até como indicador de produção ele é um indicador bem questionável, porque um bem comprado pelo orçamento de uma família, ou um bem comprado pelo governo, ou uma passagem aérea comprada por uma empresa, todos contam igual. Geralmente a gente observa que uma empresa gasta pior do que uma família, e um governo pior ainda, porque o dinheiro não é dele mesmo.

Uma casa de praia comprada pelo diretor de uma empresa ou uma nova máquina que geraria mais capacidade de produção, novamente, conta igual. Um cara recebendo um cheque de 500 R$ em seu primeiro emprego ou recebendo 500R$ de um programa assistencialista que vai mantê-lo em casa assistindo TV, novamente conta igual.

Umas vaquinhas produtoras de leite que são vendidas em um mês de pindaíba para fazer churrasco, ou uma máquina qualquer que foi derretida para ser usada como objeto decorativo em um museu, ou mesmo a inteira floresta amazônica cortada e vendida como carvão. Tudo isso também aumenta o PIB, que não contabiliza depreciação de capital. Isto seria calculado no produto interno líquido, que a gente quase nunca ouve falar.

10 de maio de 2011

Como evitar a inflação da era Lula

Pensei que demoraria alguns meses até chegarmos a este tipo de sugestão, extraído de um comentário do blog do Kupfer:

http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/o-preco-dos-servicos/comment-page-1/#comment-32677


"Na componente da inflação provocada por serviços vejo pouco a fazer pelo governo. Depende mais é da mentalidade da população. Nem sequer serve de desculpa para aumento da tx Selic.

O(a) sujeito(a) vai precisar admitir cortar o cabelo sem aquela lavagem extra com os aditivos etc. ou então procurar um outro salão ….mais em conta.

Se o dentista está cobrando muito mais caro ele não tem motivos mesmo que use material importado pois o dólar está baixo ….será exploração mesmo! Ídem ao médico que nem material usa…."

...

Não compre o adiável e quero ver como o médico, dentista, etc. vão pagar o aluguel do consultório, da secretária, condomínio, etc. Vão ter que baixar.

Quanto a profissões como mecânicos, eletricistas, etc…vale a concorrência e a pechincha.


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O corte de cabelo de 10R$ entrou para a história, assim como o frango de 1 R$ e a nota de 1 Barão?

Sem problemas! Pegue a tesoura que o seu filho usava na aula de artes antes do aperto do orçamento doméstico. Você apenas precisa comprar um espelhinho na Casa China por apenas 5R$ e treinar na frente dele o seu próprio corte de cabelo!

Demora um tempo para ficar direito nas primeiras vezes, mas neste momento em que especuladores conspiram para trazer de volta o dragão da inflação, é justificável reduzir gastos com aparência e com serviços supérfluos.

Para que gastar com dentista? Com um rolo de barbante de 2R$ da Casa China você tem estoque o suficiente para muitas consultas! Basta usar uma maçaneta, um veículo, tente várias combinações, improvise, e se surpreenderá com o resultado.

Também serve para reduzir os custos de manutenção com o automóvel. Um pouco de Super-Bonder ( versão genérica da casa China ) e uns esparadrapos, e o seu carro zero comprado na era Lula vai funcionar por muitos anos! Talvez você até use ele, para se locomover até o banco e pagar a última prestação.

Alguma parente de idade avançada faleceu e você precisa de serviços funerários? Dado o atual panorama macroecônomico, que apesar de absolutamente sob controle sofre a ação de alguns oportunistas, o que que poderia criar um quadro inflacionário pressionado por maior demanda, não estivesse o governo tão vigilante, não seria o caso de esperar uma oferta melhor para enterrar a velhinha como ela merece?

Vá até a casa dela. No quartinho dos fundos você vai encontrar um artefato muito utilizado pelas famílias brasileiras nos anos 80. Se chama FREEZER HORIZONTAL CONSUL. As famílias brasileiras usavam este dispositivo para armazenar mantimentos no início do mês.

Coloque a velhinha dentro e diga com orgulho : TEM QUE DAR CERTO ! EU SOU FISCAL DO SARNEY!

5 de maio de 2011

Margin call nas commodities

Está sendo atribuído aos maus resultados da economia americana a recente queda nas commodities. Vou explicar porque não compro esta explicação, e indicar o verdadeiro responsável pelos movimentos do mercado nos últimos dias.

Em primeiro lugar, do jeito que funciona o mercado futuro, o investidor, seja um produtor ou comprador que usa o mercado futuro como garantia de preço, ou um especulador que assume um risco e tenta se antecipar à tendência de preços, não precisa depositar o valor total do contrato na bolsa de futuros. Ele deposita uma quantia 'de boa-fé', que na prática permite ao investidor se alavancar bastante.

No caso dos contratos futuros de prata, cujo contrato mais negociado é da Comex nos Estados Unidos, o colateral era cada vez menor em razão dos aumentos diários de até 5% no preço da prata. Isto atraiu grande número de especuladores que estavam brincando alavancados.

Muitos rumores e teorias conspiratórias se espalharam na Internet, alguns com um fundo de verdade. Nos anos 70 alguns especuladores quase quebraram o Comex nos EUA porque ao final do contrato quem está comprado tem a opção de receber a mercadoria, e quem está vendido e passar da data também tem a obrigação de entregar a mercadoria.

Em condições normais uma pequena percentagem destes contratos chegam à maturidade, coisa em torno de 2% ou 3%.

Mas se boa parte dos que estão comprados resolverem receber a prata física, o Comex teria um grande problema. Por ser alavancado, este mercado demandaria quantidades imensas de prata, que não poderiam ser supridas mesmo em mais de um ano de produção.

Portanto a Comex mantém um estoque de prata registrada para realizar estas entregas. O vendedor paga o pato, ou a prata, e o Comex entrega ao comprador do seu estoque.

Os irmãos Hunt quase levaram o Comex abaixo de forma não muito diferente do que uma corrida bancária. Não havia prata no mercado à vista. Mas o Comex e o governo americano, como era de se esperar, mudaram as regras do jogo: entraram no campinho, deram um soco no goleiro do time adversário e roubaram a bola do jogo. Acusaram justa ou injustamente os irmãos Hunt de terem conspirado e manipulado o mercado.

Quando especuladores encontram estas falhas a coisa sempre rompe do lado mais fraco. Os especuladores sempre são acusados de crimes, reais ou imaginários, nem que as leis sejam passadas especialmente para isso.

Os irmãos Hunt foram auxiliados por um operador Libanês-brasileiro bastante famoso por aqui chamado Naji Nahas. Um dia quero entender melhor a estória deste mega-especulador que quebrou a Bolsa do Rio, quase quebrou a de São Paulo, e foi tratado como criminoso o resto da vida.

Desta vez, não tínhamos um alvo em potencial para acusar de manipular o mercado da prata. Tínhamos uma multidão. Sua ascenção meteórica decorria do fato de que a prata sempre foi o 'ouro do pobre', sendo bastante acessível a compra de moedas de prata em alguns países como México, Canadá, EUA, Austrália.

A demanda por moedas bullion, ou moedas de investimento, aumentou muito. E, silenciosamente aumentam os seguidores de pontos de vista políticos-econômicos semelhantes ao desse blog: descrentes das autoridades monetárias, conscientes da manipulação em massa exercida por governos, e sabedores da necessidade de buscar uma saída individual para a crise em que estamos, apesar das tentativas oficiais de tentar escondê-la.

Pois isto somado à inexperiência, à ganância e ao alavancamento deu ao Comex uma estratégia completamente válida para esmagar os novos especuladores em prata do mercado futuro. Os garotos mais velhos deram uma surra nos moleques.

Alguns dizem pela Internet que a Comex temia uma corrida à prata, como a dos irmãos Hunt. Mas a verdade é que poucos destes especuladores caseiros dispunham de 250K$ para pagar 100% de apenas um contrato de 5000 oz de prata.

Mas o fato é que pela forma que a bolsa de futuros opera, estava ridículo exigir menos de 5% de colateral. Só que como a prata subiu muito rápido, a resposta da Comex também veio rápida, e quebrou o mercado. A partir de segundo de maio, curiosamente bem depois do feriado, começaram a aumentar dia após dia as margens de segurança nos contratos de prata. E foi uma quebra atrás da outra.

Subiram as margens 5 vezes seguidas, e agora está em torno de 21K$ iniciais para um contrato, e uns 16K$ de margem mínima de manutenção. Isto corresponde a uns 8.4% do contrato de prata a 50$, mas 12% de um contrato de prata a 35$.

Esta sequência de aumentos de margem causou o mercado a desabar, com muitos especuladores vendendo tudo que podem para cobrir a margem e segurar seus contratos. É um movimento de curto-prazo, e não esta queda geral das commodities que muitos economistas pró-establishment querem acreditar, com seus óculos cor-de-rosa.

É temporariamente uma grande destruição de dinheiro alavancado, o que leva os preços abaixo.

É verdade que há uma percepção que os mercados emergentes pouco possam fazer para evitar aumentos de juros, porque se passarem aumentos de preços para seus eleitores, estão arriscando perder a cabeça.

Mas nos EUA, Europa e outros não há nenhuma vontade muito grande de sair aumentando juros. Este sim, seria a única coisa que fundamentalmente faria as commodities voltarem a um nível mais baixo.

Quando o governo culpa os especuladores por aumentos de preços, eles sempre se esquecem que para cada especulador comprado tem um vendido, ou seja, eles se cancelam. O que não é tão fácil de cancelar é o consumo maior das classes emergentes da China, Índia, Brasil, que demandam mais e mais e sem aumento de produção equivalente pressiona os preços.