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14 de outubro de 2011

A bola de neve da educação superior americana

Este infográfico trata da história do crédito estudantil nos EUA. É mais um monstro criado por pessoas bem intencionadas para atender uma necessidade real, e no final é um remendo atrás do outro e uma verdaderia bola-de-neve.

Como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio.

http://www.healthcareadministration.com/college/

16 de março de 2011

Dollar loses its safe-haven status

The events on the last weeks proved for the first time since at least WWII that the dollar lost its safe-haven status. Not only to the yen but also to the swiss franc, on record heights against the dollar. Well done, Mr Bernanke!

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Os eventos das últimas semanas revelaram pela primeira vez desde pelo menos o pós-guerra que o dólar perdeu o status de 'safe haven', aquela moeda para a qual todos correm no meio da volatilidade e da incerteza de uma crise. Não apenas o iene, mas também o franco suíço estão fortes em relação ao dólar em níveis jamais vistos. Parabéns, Mr Bernanke!

14 de outubro de 2010

Aumentam importações americanas da China

Em pleno processo de desvalorização do dólar, a balança comercial americana com a China cada vez mais negativa.

Eu penso que as autoridades americanas sabem que ao desvalorizar o dólar não há como criar empregos nos EUA, porque a economia dos dois países é bastante diferente.

Mas eu acredito que eles pretendam duas coisas: em primeiro lugar, desvalorizando o dólar eles desvalorizam a dívida americana. O Fed já é o maior detentor de títulos do tesouro americano. Sim, a isto se chama monetização da dívida. Por isso não há crise fiscal como na Europa, e há sempre um comprador garantido a juros zero para o governo americano: o Fed.

O outro grande motivo, vendo estes números alarmantes da balança comercial, parece ser uma tentativa desesperada de interromper este processo.

O que tudo isso mascara, na verdade, é a falta de competitividade da economia americana. Tirando algumas empresas estelares como as de tecnologia, sobra uma economia bem menos competitiva do que Coréia do Sul, Japão e Alemanha.

Estes, by the way, acumulam saldos no comércio com a China. Então vejam que nem tudo nos EUA é culpa do Yuan desvalorizado.

Hoje uma das maiores exportações dos EUA para a China é lixo para reciclagem. A maior parte provenientes do final da vida de produtos que vieram da China. Isto indica o tamanho da distorção comercial entre os dois países, que certamente existe, mas não parece ser tão fácil de resolver com passes de mágica monetários.

Mas uma coisa que pode acontecer com essa desvalorização é o aumento das exportações agrícolas. A China passou a ser um grande importador de grãos, com a melhora da nutrição da população chinesa e sua maior demanda por carne. Embora não tenham tido muito incentivo para repetir a revolução de décadas anteriores, os EUA ainda são uma potência agrícola. Vendo nos gráficos do desemprego americanos até 2009 vemos que os estados do meio não foram tão afetados quanto costa leste e oeste.

No mais, tomei conhecimento de um desdobramento positivo da crise na Europa nesta área de alimentação: está praticamente terminada a era do 'buy organic', que passou a ser visto como sinônimo de caro.

Lembro quando morava lá em Dublin e via nas prateleiras do Marks and Spencer (supermercado caro) embalagens quase dizendo coisas do tipo: "organically produced by monks in Tibet using socially responsible techniques with zero carbon footprint and carbon-offset-airshipped into Europe". Quanta frescura...

Fenômeno mais de comportamento do que alimentar, o que agora está na moda é encher a barriga por menos mantendo a mesma qualidade, e mostrar austeridade.

19 de fevereiro de 2010

Atentado nos EUA foi ataque suicida contra a Receita Federal

Joseph Stark encontrou uma brecha legal na confusa legislação americana. A lei que justifica a cobrança de imposto de renda nos EUA é baseada em trechos obscuros. Alguns americanos idealistas, que cismam em ler as leis e às levam realmente ao pé da letra, deixam de pagar impostos por birra, baseados nestas brechas. Resolvem cutucar o leão com a vara curta. Como já dizia o cônsul romano Pompeu Magnus 'Pare de nos repetir a lei. Não vê que nós estamos armados?'. Brigar com o estado entrando nos meandos da lei é uma aventura quixotesca.

No final, a conta veio pesada para Joseph Stark. Teve que pagar dezenas de milhares de dólares em impostos atrasados.

Ao ver seus planos radicalmente alterados, desiludido ao ver como funciona o sistema, e com problemas pessoais e financeiros, Joe Stark se dedicou a este projeto insano. Quase se chocou no prédio da Receita Federal americana.

A televisão mostrou, ninguém explicou porquê. Os blogs na internet fuçaram, e agora a imprensa começa a publicar o motivo.

Assim é na América... De vez em quando aparece um louco. Pena que estes loucos não declarem imposto de renda por aqui!