8 de julho de 2010

Igreja faz em Cuba o que Lula não foi capaz de fazer

A igreja católica conseguiu fazer o que a diplomacia Lulista não foi capaz de fazer : libertar prisioneiros políticos cubanos, aqueles mesmos que Lula declarou não serem diferentes dos criminosos comuns dos presídios de São Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ue-aplaude-anuncio-de-libertacao-de-presos-cubanos-e-espera-acao-rapida,578278,0.htm

7 de julho de 2010

A copa e o IPCA

A explicação é mais simples do que está no artigo. O índice de inflação é composto de uma cesta de produtos. Obviamente, esta cesta não inclui bandeirinhas e 'vuvuzelas', embora inclua passagens aéreas e algumas despesas com carnes para churrasco.

Ao gastar em ítens relacionados à copa, sobra menos dinheiro para gastar nas outras coisas, coisas que fazem parte da cesta do IPCA.

É apenas isso, sem nada positivo para comemorar ou negativo para lamentar, como é bastante comum em economia, mas às vezes ignorado por leigos, imprensa e comentaristas.

BP e Petrobras

Analistas internacionais apontam a Petrobras como a empresa com mais lições a aprender do episódio da BP no Golfo do México. Hoje circulam rumores sobre a possível falência da BP, esta que já foi a estatal britânica de petróleo.

Não é prudente um estado misturar seus negócios com os de uma empresa de petróleo. O mais previsível seria uma 'vista grossa' por parte do estado em deslizes ambientais, ou uma total mistura entre o passivo da empresa e o orçamento público. Ou, mesmo quando tudo dá certo, há uma mistura cada vez maior entre o caixa da empresa e projetos de estimação dos políticos que controlam a empresa, com uma progressiva ênfase no 'rent-seeking' e na política e cada vez menos na área técnica que deveria ser o foco da empresa. É um pouco como se a máfia resolvesse deixar de cobrar proteção e resolvessem eles mesmos administrar os restaurantes e dar palpites nos negócios dos seus 'protegidos'.

Por outro lado não parece sensato permitir a operação de empreendimentos deste porte sem que exista a cobertura de seguradoras, o que encareceria ainda mais estes empreendimentos, e provavelmente os migrariam para países onde há forte controle estatal, e um estado controlado por um partido mafioso ou uma família real exploram o petróleo como monopólio particular, sem muita preocupação com possíveis problemas ambientais, já que são donos do país inteiro.

Já nos EUA, com outra rede de interesses em ação, Obama usa o episódio para empurrar a agenda picareta dos 'combustíveis alternativos', que quando colocados na ponta do lápis, jamais são competitivos sem o subsídio estatal, tão desejado. Os americanos trocaram uma rede de poder ligada ao petróleo por outra, não menos danosa, ligada à picaretagem verde.

Não é possível viver sem riscos. O mercado de seguros existe justamente para gerenciar estes riscos de forma racional, com compensações proporcionais aos danos causados. Se quando calculados todos estes riscos o petróleo custar muito caro, paciência. Este seria o custo verdadeiro com um desconto razoável no longo prazo. E aí é capaz dos combustíveis alternativos realmente tomarem espaço, por vantagens próprias.

6 de julho de 2010

Candidata do Lula apresenta programa de governo radical 'por engano'

Essa é a cara da candidata do PT. Um pacote podre que ninguém quer abrir, e que o PT espera eleger na cola do Lulismo, sem entrar em debate sobre a 'agenda negativa' de seu programa de governo .

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100706/not_imp576896,0.php

5 de julho de 2010

Lula e Amorim na Guiné Equatorial

Em mais um episódio de diplomacia no estilo 'desperado', Lula visita o riquíssimo país da África, onde vastos recursos petrolíferos enriquecem a família do presidente e sua corte.

O presidente (eterno) da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, fecha acordos multibilionários com as grandes empresas de petróleo, com uma percentagem depositada em contas offshore ao redor do mundo. Sua família controla o estado e a totalidade da economia da Guiné Equatorial. A riqueza da família do presidente contrasta com a pobreza dos demais habitantes deste país estranho, que além de serem desorganizados politicamente e pouco instruídos, como é comum no típico país africano, contam com uma repressão quase total.

Como também acontece em outros países da África, e em já em alguns países da América Latina, quem tem educação precisa optar entre fazer parte do séquito real ou sair do país para não ser perseguido. O ditador passado da Guiné Equatorial, Nguema, se encarregou de decapitar o país, logo após a independência, implementando um terrível regime totalitário nativista. O ditador atual governa desde 78, quando liderou um bem-sucedido golpe-de-estado.

Portanto, se trata de mais uma visita diplomática da mais alta importância para o governo Lula, certamente de olho em algum negócio para a empresa de petróleo deles, a PTrobrás.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,amorim-defende-visita-de-lula-a-guine-equatorial,576542,0.htm

Ideias mofadas e neuroses até no futebol

Site de instituto da UFSC divulga esta original intepretação da Copa do Mundo, mostrando que os imperialistas (sic) aliados à burguesia (sic) são os reais responsáveis pelas derrotas dos latino americanos. E pensávamos que isto tinha a ver principalmente com futebol.

ONGs

DENIS LERRER ROSENFIELD no Estadão:
Para que se possa melhor compreender o debate sobre o Código Florestal e o parecer do deputado Aldo Rebelo é necessário analisar o trabalho de ONGs nacionais e internacionais que atuam fortemente no Congresso e entre os formadores de opinião. Apesar de sua aura de politicamente corretos, representam interesses concretos, mormente de países do Primeiro Mundo que competem com o Brasil e gostariam de ter maior ingerência em nossos assuntos. Agricultura, pecuária, agronegócio e energia ficariam com eles, enquanto nós deveríamos cuidar de nossas florestas.
Se a posição deles prevalecer o País se tornará um grande museu ambiental, um zoológico de luxo, enquanto eles se dedicarão às atividades produtivas. Economia de mercado protegida para eles, atraso para nós. Observe-se, ademais, que essas ONGs, de “direita” e de “esquerda”, atuam como verdadeiros lobbies, fazendo valer seus interesses. Seria interessante que fosse aprovada uma lei de regulamentação da atuação de lobbies, em que algumas condições básicas seriam estabelecidas:
1) Quem são seus dirigentes?
2) Quem são seus apoiadoresefinanciadores?
3) Quais são os seus respectivos orçamentos?
4) Quanto ganham seu sexecutivos e operadores?
Trata-se deuma questão básica de transparência, para além do palavreado de defesa da humanidade”. Aliás, a “humanidade” deles é bastante curiosa, pois o que vale para nós não vale para eles. Em nosso Código Florestal atual existe a “reservalegal”, pela qual toda terra cultivável deve preservar, de florestas e biomas nativos, no Sul, 20% da área; no Cerrado, 35%; e na Amazônica, 80%. Ora, esse instituto não existe nos EUA e na Europa. Eles não são obrigados a preservar nada, poluem o planeta com seu estilo de vida e exigem que nosso país seja preservacionista.
Os países de Primeiro Mundo devastaram praticamente todas as suas florestas nativas. Vejamos alguns desses movimentos e ONGs. O WWF Brasil, ONG sediada nos EUA, tem fortes financiadores e apoiadores, contando com grande equipe. Sua atuação no Brasil, além de militar contra a revisão do Código Florestal, situa-se nas áreas de infraestrutura e agricultura. É contra a construção do Terminal Portuário de Morrinhos (MT), do Terminal Portuário da Bamin, do Porto Sul (BA) e a soja produzida no País.
O Greenpeace, ONG cada vez mais acusada de fraudes na Europa e de utilização dos recursos coletados para seus dirigentes, é contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, os transgênicos, a pecuária na Amazônia, além de ser evidentemente contra a revisão do Código Florestal. Seus financiadores e apoiadores são expressivos.
O Instituto Socioambiental (ISA),ONG ambientalista e indigenista, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a construção de hidrelétricas, centrando seus ataques em Belo Monte. Seus apoiadores e financiadores se dizem defensores dos “povos da floresta”. Dentre eles, além de empresas e fundações, temos governos estrangeiros.
O Centro de Apoio Sócio-Ambiental (Casa), por sua vez, segue a orientação da Teologia da Libertação, no sentido de promover, inclusive, movimentos de criação no País de “nações indígenas”. Além de suas ações contrárias à revisão do Código Florestal, o Casa posiciona-se contra a construção de hidrelétricas, em particular a de Belo Monte.
Procura igualmente condicionar os financiamentos do BNDES às suas próprias condições, evidentemente apresentadas como de “preservação da natureza”. Seus apoiadores internacionais são importantes, misturando-se igrejas, empresas,ONGs e fundações.
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), braço do MST, além de contrário à revisão do Código Florestal, é contra a transposição do Rio São Francisco e a construção das hidrelétricas em geral. Centra suas ações nos projetos de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, de Belo Monte, Riacho Seco e Pedra Branca, na Bahia, e de Itapiranga, na fronteira do Rio Grande do Sul e SantaCatarina, entre outras. Já a Via Campesina-MST atua também contra a revisão do Código Florestal, os transgênicos, o agronegócio, a cultura de cana-de-açúcar e a produção de etanol, as florestas de eucaliptos e a cultura da soja. Ademais, tem forte atuação junto aos movimentos indigenistas e quilombolas.
A Conservation International tem vasta atuação internacional, está presente no Peru, no Equador, na Selva Lacandona (México), centro operacional dos “zapatistas”. No Brasil, posiciona-se contra a revisão do Código Florestal e a agricultura em Minas Gerais e na Bahia, por meio da ampliação em 150 mil hectares do Parque Nacional Grande Sertão Veredas. É contra a construção do Terminal Portuário da Bamin, do Porto Sul (BA) e do traçado final da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (Fiol). Tem fortes apoiadores empresariais, de fundações e governos estrangeiros.
A Amigos da Terra, forte ONG internacional, tem entre seus fundadores Brice Lalonde, que foi ministro do Meio Ambiente de Mitterrand. Ele chegou a declarar que o Brasil deveria “renunciar a parcelas de sua soberania sobre a região amazônica”.Destaca-se na Europa por sua campanha contra o etanol brasileiro.
A lista apresentada não é, evidentemente, exaustiva, mas permiteum olhar um pouco mais abrangente sobre os interesses em jogo. Todos lutam pela preservação da “reserva legal”, isentando-se de qualquer ação do mesmo tipo em seus países de origem. Se não fossem hipócritas, deveriam usar os mesmoscritérios. Fica uma sugestão: o Brasil poderia comprometer-se com o “desmatamento zero” e essas ONGs, com todos os seus recursos e apoiadores, deveriam comprometer-se com a criação da “reserva legal” nos EUA e na Europa, com a recriação de “florestas nativas”. Utilizariam todo o conhecimento e tecnologia de suas grandes universidades. Poderiam começar com 20%, o mínimo existente no Brasil. Nost rariam sua verdadeira vocação ambiental e planetária.

4 de julho de 2010

Ea dívida só cresce...

Ea dívida só cresce...
SUELY CALDAS no Estadão:
No Brasil a palavra amortização desapareceu do dicionário. Quer deixar o credor feliz, avise-o que vai rolar, não amortizar a dívida. Quer ver devedor sofrer é fazê-lo pagar juros indefinidamente, torná-lo refém do credor e dos juros. Como quem enxuga gelo. Dívida é feita para rolar, não para pagar – é frase que encanta os ouvidos dos banqueiros, que lucram cobrando juros. Mas no Brasil, se o devedor é o governo, a frase é igualmente bem-vinda, porque os governos preferem usar as sobras do Orçamento com gastos que lhes deem dividendos políticos e eleitorais a amortizar dívida e reduzir despesas com juros.
Por isso a dívida pública não para de crescer. Segundo o BancoCentral(BC), entre dezembro de 2006 e maio de 2010, a dívida bruta saltou 49%, de R$ 1,336 trilhão paraR$1,991 trilhão, e hoje equivale a 60,1% do PIB. Logo, logo ultrapassa R$ 2 trilhões. Já a dívida líquida aumentou só 29%, de R$ 1,091 trilhão para R$ 1,407 trilhão, e, em maio, era 41,4%doPIB. Mas, se é a mesma dívida, porque não evoluem iguais? É que o governo Lula anda exagerando nos dribles estatísticos, com empréstimos a bancos públicos e estatais não incorporados na dívida líquida.
Se usasse o conceito de dívida bruta, que embute essas operações e hoje é mais respeitado no mundo, constataria que a brasileira, equivalente a 60,1%do PIB, é bem mais elevada do que a média de 43% do PIB dos países emergentes. Veja os dribles pelos números do BC:
● Em dezembro de 2006 os créditos do governo federal junto ao BNDES somavam R$ 9,953 bilhões. Em maio de 2010 deram um salto impressionante de 2.012%, para R$ 210,229 bilhões. Ou seja, o BNDES passou a ser financiado com endividamento do Tesouro, em
três operações que somaram R$ 202,5 bilhões, não saíram do Orçamento, não foram votadas pelo Legislativo, premia ramo setor privado com juros subsidiados e o contribuinte pagou a conta.
● Em dezembro de 2006 os créditos do governo a bancos oficiais (Banco do Brasil e Caixa Econômica) somavam R$ 12,343 bilhões. Em maio de 2010 eram R$ 230,101 bilhões, um salto extraordinário de 1.816%. Novamente, é dívida do Tesouro financiando o setor privado comjuros subsidiados.
● Com isso os créditos dribladores são zero, na dívida líquida, e já representam 22% da bruta. A saúde financeira de um país é medida por indicadores econômicos, como o tamanho da dívida e sua capacidade de pagamento. E débitos só diminuem amortizando seu estoque. Ao reduzir sua dívida, o país paga juros mais baixos em empréstimos externos e é bem avaliado como receptor de investimentos produtivos.Ou seja, além de progresso econômico, amortizar a dívida alivia a despesa com juros e o país respira a sensação de não estar jogando dinheiro fora. Mas há momentos apropriados para reduzir a dívida. É quando a economia cresce, o emprego e a renda prosperam, a receita tributária dispara e sobra dinheiro no Orçamento.
Era final de 2005, e a economia voltou a crescer, navegando na boa maré mundial. Foi quando o governo Lula arquitetou um plano de ajuste fiscal de longo prazo que implicava também amortizar sua dívida. Preparado pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o atual do Planejamento, Paulo Bernardo, o plano deveria durar dez anos e tinha por metas reduzir gastos do governo, garantir superávits primários crescentes, amortizar a dívida e abrir caminho para um crescimento econômico livre de riscos. Mas a ideia foi bombardeada pela hoje candidata do PT, Dilma Rousseff, que desqualificou o plano dos ministros, o classificou de “rudimentar” e disse que o presidente Lula não o aprovaria. Emoutubro de 2005 o superávit primário estava em 6,1% do PIB, acima da meta de 4,25%. Gastar e reduzir osuperávit virou questão de honra para a ministra.
E aí o governo repetiu o que sabe fazer bem: gastar mal. As sobras do superávit foram aplicadas numa operação tapa-buracos nas estradas, que as chuvas de verão trataram de destruir dois meses depois. Palocci caiu, Dilma ganhou a briga, o governo seguiu gastando mal e pagando juros que só crescem.

1 de julho de 2010

A natureza intocável - ou não, depende.

Como já era de se esperar, o projeto de Eike Batista em Santa Catarina esbarrou em licenças ambientais. As lideranças políticas locais podem abrir todas as portas e pressionar a Fatma para aprovar o projeto. Mas o governo federal possui também seu instituto, o ICMBio, em mais um episódio de funções duplicadas e intervenção federal nos estados.

O ICMBio aponta os possíveis danos às espécies de botos e golfinhos, e possíveis perdas para a indústria pesqueira e turística local.

Esse é o problema com o modelo de 'natureza intocável' dos ecologistas. Não há cálculo econômico, e a um 'possível dano' é atribuído valor infinito. Mesmo que o possível dano seja de atividades que trazem muito menos recursos. E as considerações aos animaizinhos tem sempre prioridade.

Já nos países autoritários, onde os projetos são tocados pelo deus estado, geralmente é dado valor zero aos possíveis danos ambientais e dane-se pescadores, animaizinhos e população local.

O valor verdadeiro do dano ambiental, ninguém sabe, ninguém quer saber. Digamos que o dano seja estimado em 100.000 R$ por ano, e a empresa se comprometa a investir 10x mais para compensar os prejudicados. Mas não, desta solução ninguém quer saber. É mais uma questão política e burocrática. Aí um belo dia uma ligação chega uma ligação do Planalto ao ICMBio e pronto, projeto aprovado.

Assim parece ser a lógica das autarquias ambientais. Vamos ver se estas autarquias vão ser tão severas com o 'pré-sal' da PTrobrás, apesar do vazamento em águas profundas da BP estar estampado nos jornais.

Chávez no estilo Dilma em 1998

Não deixem de assistir este vídeo histórico do 'comandante' em um belo estilo 'paz-e-amor', agora adotado pela companheira Dilma.

A palavra chave é perguntar sobre Cuba. Pergunte à Dilma sobre Cuba e Venezuela, e se ela começar a falar de auto-determinação dos povos, já sabe o que ela quer dizer. Mas esta auto-determinação dos povos só não vale em Honduras...

E reparem no figurino... Só faltou botarem um Armani no troglodita. Isso foi antes da transformação em Chapolin Colorado.

http://www.youtube.com/watch?v=cvbdMg-X5GQ

Dica retirada do site do Rodrigo Constantino.