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23 de setembro de 2011

O erro crasso do general genovês

A medida dificultando o hedge cambial foi duramente criticada nos mesmos dias em que foi anunciada, por gente que entende do assunto. Mas o que interessa?

Os usurpadores do trono não ouvem a ninguém, atiram nos mensageiros e declaram guerra sem antes consultar aos estrategistas.

Seguem apenas o conselho de um certo general genovês, da escola de guerra heterodoxa, que não aguentando o clima de paz entediante sobre o reino, abriu a barriga do pombo e rufou os tambores da guerra.

Logo na primeira batalha, cometeu mais um de seus erros CRASSOS.

Achou que o inimigo jamais chegaria pelo outro lado, dispensou a cavalaria porque não gostou do odor do que os cavalos dos mercenários exalavam. Era um grande problema. Para que precisamos desses mercenários, que lutam por dinheiro e uma hora estão de um lado e outra do outro?

Abriu nosso flanco. A tempestade chegou e nas primeiras saraivadas o real foi trucidado.

Sem poder contar com os mercenários, começou a sangrar imediatamente a cavalaria da reserva oficial, tentando parar aos gritos a debandada das tropas. O forte do general genovês é a improvisação. Vamos ver nos próximos dias mais episódios desta batalha

12 de outubro de 2010

A guerra dos vira-latas

Em um de seus artigos anteriores, Kupfer se referia ao 'complexo de vira-lata', que levaria o país a desajeitadamente tentar se explicar quando as forças de pressão por aqui decidem entrar em alguma medida mais controversa, como o controle de capitais.

Mas realmente não há tanta necessidade disso. O mundo monetário depois da crise está em plena fase de 'viralatização', como demostram o caminho seguido pelo vira-lata americano, britânico, suíço e japonês.

Os vira-latas gostam da companhia dos outros, o que lhes preserva um certo pedigree. Se o bulldog e o poodle e outros de boas credenciais estão buscando ossos nas latas de lixo da manipulação monetária, então não deve ter nada de errado com isso.

Assistimos a uma redefinição dos termos. Revirar a lixeira e fazer a maior baderna atrás de um osso agora é chamado de 'relaxamento nutricional'.

E se lançam um em cima do outro, derrubando a lixeira e perseguindo em círculos o rabo do vira-lata da frente, para ver quem ganha a corrida cambial, atrás de um suposto osso, que deve estar lá mas na verdade ninguém viu.

O que contrasta é que na Europa, apesar da salivação, os pastores-alemães ainda guardem o euro e assistam impassíveis a esta bagunça.

http://noir.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=ayiWehk3ohAU&pos=4

6 de outubro de 2010

Peter Schiff explica a guerra cambial

Para entender melhor a guerra cambial e a desvalorização competitiva, recomendo fortemente a leitura destes artigo do Peter Schiff, com tradução do Mises Brasil.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=800

25 de março de 2010

Antes tarde do que nunca

Quem já mexeu com câmbio profissionalmente ou mesmo para viajar para outro país sabe o quanto esta área é complicada no Brasil, com seus inúmeros controles que foram criados em uma época em que o Brasil tinha uma moeda fraca e manipulada, como é atualmente na Venezuela, Argentina e Cuba, e em uma época que o único local adequado para estes ativos era na mão do 'el presidente', na mão do estado.

Na mão dos outros era crime. A população era obrigada a usar a moeda local, que se desvaloriza'va em um ciclo inflacionário, enquanto a elite política se beneficiava do acesso privilegiado à cotações especiais, enriquecendo bastante os aliados e os conectados e privilegiando projetos de estimação às custas dos outros participantes do mercado de câmbio.

Tudo isto não funciona sem muita burocracia e complicação. E mesmo com todo controle do mundo, é normal que as ovelhinhas tentem escapar do garrote, e vemos até hoje no Brasil um grande mercado informal de troca de moeda não autorizada pelo estado.

A situação da moeda mudou bastante no Brasil. O setor bancário é melhor que a média e mesmo a moeda brasileira não está mal, mesmo comparada às majors. Se a administração do BCB continuar como foi nos últimos anos, o caminho do Real é se tornar uma major.

Entretanto, todos os controles daquela época triste de 'cruzados novos' continuaram nos atazanando.

Até hoje no Brasil para um gringo trocar uns dólares ele precisa apresentar CPF (vai explicar para o burocrata brasileiro que isso não existe ) ou seu passaporte (vai explicar para o burocrata brasileiro que passaportes são roubados e é um trabalho para fazer outro ). Isso até para quantias mínimas, como trocar 100$. Eu já passei por isso.

Outra novela com Western Union e transferências bancárias internacionais. Vai ter que levar documento, xerocar, tirar cópia de tudo e JUSTIFICAR para o Banco Central do Brasil. Um verdadeiro absurdo. E o mais engraçado é que o Western Union, por exemplo, trabalha sem muitos problemas em muitos países do mundo, e mesmo em países com uma estrutura mínima.

E, o mais engraçado. Você não encontra uma pessoa capacitada nos bancos brasileiros para te dar informação confiável nesta área. É tão enrolado que nem eles mesmos sabem como é. E a maioria das pessoas não usa - também porque é tão complicado que nem tentam.

Pois o Banco Central do Brasil sabia destes problemas, e tinha gente trabalhando nos últimos anos para desenrolar este incrível emaranhado burocrático, e elevar a base jurídica do país nesta área ao padrão internacional. Não deve ser um trabalho fácil. Mas é tarefa de extrema importância para o desenvolvimento da economia brasileira.