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24 de março de 2011

Austeridade, melhor agora do que tarde.

Ao ler algumas das declarações sobre a queda do primeiro-ministro e o agravamento da crise em Portugal, por um momento chegamos a pensar que entramos no túnel do tempo e chegamos ao Brasil em um futuro nada distante.

http://economico.sapo.pt/noticias/30-reaccoes-a-um-portugal-sem-governo_114193.html

Seguem abaixo alguns dos tickers para os títulos de 10 anos de alguns países europeus com problemas. Repare que já pagam juros reais bem acima do que se paga aqui no Brasil. Só não se sabe até quando.

http://noir.bloomberg.com/apps/quote?ticker=GGGB10YR:IND
http://noir.bloomberg.com/apps/quote?ticker=GIGB10YR:IND
http://www.bloomberg.com/apps/quote?ticker=GSPT10YR:IND
http://noir.bloomberg.com/apps/quote?ticker=GSPG10YR:IND
http://noir.bloomberg.com/apps/quote?ticker=GBTPGR10:IND

8 de fevereiro de 2010

Probabilidade de calote na dívida pública, segundo CMA Market Data

Estive fazendo umas pesquisas e encontrei o site desta empresa que vende dados financeiros.

Eles desenvolveram um sistema de cálculo chamado Datavision, que fornece, baseado na movimentação do mercado de credit default swap, que é o equivalente do seguro do seu carro, só que para títulos de empresas e do governo. Quando há um problema com alguma empresa, bancos e investidores resgatam seus CDS.

Os CDS estiveram em foco durante a crise. Pois a estrutura em que operam era extremamente frágil, supondo que todos estes eventos de quebras eram isolados. É muito difícil comprar um seguro contra eventos que acabam atingindo o mundo inteiro.

Mas, em todo caso, após a crise os governos de vários países socializaram dívidas imensas de bancos e de instituições para-estatais, como as agências de habitação americanas. Isto teve um grande peso na dívida pública e colocou vários novos países na área de altíssimo risco de calote, encabeçada pelas familiares Venezuela e Argentina.

Infelizmente não é possível acessar dados históricos. Mas a página de cortesia nos fornece uma tabela recente , calculada pelo Datavision.

O CPD, cumulative probability of default, é o número da última coluna, e ele representa qual é a probabilidade do título deste país sofrer um calote nos próximos 5 anos, que é geralmente o prazo médio dos títulos. Aos tradicionais campeões de quebra de contas públicas, se uniram países como Ucrânia e Paquistão, com sérias crises políticas, e Iraque, recém saído de uma guerra.

Por exemplo, o sistema deles associa uma probabilidade de 51% dos títulos da Argentina e Venezuela sofrerem um calote. Um dos calotes soberanos mais recentes foi o do governo do Equador.

Segue a tabela e o link.



Sovereign Risk Monitor

http://www.cmavision.com/market-data

Venezuela 51.73
Argentina 51.13
Ukraine 45.17
Pakistan 45.13
Iraq 35.61
Iceland 33.80
Dubai 31.81
Latvia, 29.24
Greece 29.18
California 25.55