Sabe o que a Espanha disse para o Brasil? Eu sou você amanhã!
http://br.reuters.com/article/sportsNews/idBRSPE86A06V20120711
11 de julho de 2012
10 de julho de 2012
Esgrima das idéias econômicas: Krugman vs Pedro Schwartz
Paul Krugman foi mais uma vez à Espanha para promover seu livro e foi desafiado pelo pensamento econômico conservador local, bem representado pelo professor Pedro Schwartz.
Certamente não é por falta de economistas do mais alto calibre que a Espanha se encontra na atual situação. Krugman foi dar sua lição e acabou levando uma para casa.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=EX55BH97quk#!
Update: Agora até o canal CNBC consegue assaltar as idéias do Krugman.
http://www.zerohedge.com/news/krugman-vs-cnbc-round-1
Certamente não é por falta de economistas do mais alto calibre que a Espanha se encontra na atual situação. Krugman foi dar sua lição e acabou levando uma para casa.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=EX55BH97quk#!
Update: Agora até o canal CNBC consegue assaltar as idéias do Krugman.
http://www.zerohedge.com/news/krugman-vs-cnbc-round-1
26 de junho de 2012
A culpa, como sempre, é do imperialismo ianque
A ala infantil-conspiracionista da esquerda latina - aquela mesma massa de manobra que não entende questões complicadas e é manipulada por chavões e por teorias conspiratórias fabricadas por meia dúzia de partidos radicais de esquerda - se convenceu agora que o golpe do Paraguai foi obra da ... Monsanto!
É claro que uma multinacional como a Monsanto na cabeça deste pessoal perde o sono pensando na grande pátria paraguaia. O governo americano, na verdade de esquerda e decerto sem nada para fazer também não para de pensar no golpe que foi completamente interno e pegou a todos os observadores de surpresa.
Enquanto observadores honestos tem pouco para comentar, sem antes admitir que não estavam a par dos desenvolvimentos no país vizinho, a ala infantil-conspiracionista não tem problemas em acreditar nos contos-de-fadas improvisados, escritos às pressas pela rede de desinformação de partidos radicais.
A lógica da esquerda radical é aquela mesma dos partidos nazistas - a criação de mentiras que alvejam grupos que vão tomar pancada sem revidar, e criação de mitos que se espalham tão rapidamente quanto mais mirabolantes forem.
A situação no Paraguai expõe interesses conflitantes. Um governo ladeira abaixo que perdeu apoio de parte da esquerda. Obviamente detestado pelos agricultores por sua exploração política da questão agrária.
Lugo por exemplo era odiado pela maioria de agricultores brasileiros, que por serem estrangeiros e proprietários de terra obviamente são vítimas naturais desse processo.
Estes sim, tinham bem mais que se preocupar do que a Monsanto, que é diversificada, tem clientes no mundo todo e certamente não é a Stratfor e não é de sua área de expertise acompanhar os desenvolvimentos políticos do mundo inteiro, muito menos interferir.
Mas esta empresa se tornou um bicho-papão e uma frequente vítima de teorias conspiratórias que objetivam trazer o apoio do novo jardim-de-infância - ambientalistas fanáticos, sem ciência e sem bom senso, ridicularizados por George Carlin e bastante disputados pelos partidos órfãos do comunismo.
O rápido apoio à um Lugo pego de surpresa e sem nenhuma sustentação política nos mostra que este presidente não era mais que um fantoche regional. O governo da Venezuela foi o mais enfático, chegando a suspender exportações de petróleo - como se a Chávez estivesse doando alguma coisa, e o país estivesse em condições de dispensar receitas. O sinal é claro - acontecesse novamente um impeachment no Brasil, só que desta vez desfavorável a eles, mesmo que cumpra os procedimentos será tratado como golpe de estado.
Agora esperamos apenas que a presidente Dilma boicote a compra da energia da metade paraguaia da Itaipu para completar a estupidez. Obviamente que não vai acontecer. A esquerda brasileira tem sua ala conspiracionista. Esse pessoal é bom para fazer barulho e espalhar ignorância, mas não pode-se deixar as crianças tomarem conta da casa.
Nossos soberanos, assim como a Monsanto, tem bem mais o que fazer. Latem mas não mordem.
25 de junho de 2012
Tudo normal até quando não está
Hoje está sendo um dia péssimo para o mercado por vários motivos - e o dia nem terminou ainda.
Na Europa, o primeiro-ministro recém empossado da Grécia teve que ser internado no final de semana e após um piripaque o secretário de finanças pede demissão. Parece piada mas não é. Já a próxima hipótese é a especulação do mercado: os dois devem ter repassado juntos os números do estado grego e esta atividade deve lhes ter causado graves problemas de saúde.
Aqui no nosso fazendão a estratégia como sempre é esconder o problema e fazer de conta que não é com você. A Petrobras naufraga visivelmente. O país está sem rumo, preso a uma agenda populista e ilusória, com data para terminar.
E para mostrar que não é exclusividade de governo a falta de transparência nacional, uma grave pane no sistema do Bovespa não é noticiada oficialmente. O sistema fora do ar por horas.
Mas segundo o Bovespa, tudo normal. E enquanto o Twitter do Bovespa cuspia apenas mensagens de propaganda e nenhum esclarecimento. Para eles aparentemente isso não era importante, pois o sistema principal funcionava normalmente.
Tanto em um caso quanto no outro a estratégia parece ser negar problemas e distribuir mensagens tranquilizantes à população enquanto os capitães fogem no último bote salva-vidas.
Por causa destas semelhanças culturais não tive problemas para entender algo bizarro para os Europeus: No auge da crise grega, com a Troika por cima deles e vigilância do mundo inteiro sobre o a crise fiscal grega, governos locais deram um jeito de aumentar as contratações de funcionários públicos por baixo dos panos.
Todo mundo reclama mas, furado ou não, todo mundo quer estar dentro desse bote.
Na Europa, o primeiro-ministro recém empossado da Grécia teve que ser internado no final de semana e após um piripaque o secretário de finanças pede demissão. Parece piada mas não é. Já a próxima hipótese é a especulação do mercado: os dois devem ter repassado juntos os números do estado grego e esta atividade deve lhes ter causado graves problemas de saúde.
Aqui no nosso fazendão a estratégia como sempre é esconder o problema e fazer de conta que não é com você. A Petrobras naufraga visivelmente. O país está sem rumo, preso a uma agenda populista e ilusória, com data para terminar.
E para mostrar que não é exclusividade de governo a falta de transparência nacional, uma grave pane no sistema do Bovespa não é noticiada oficialmente. O sistema fora do ar por horas.
Mas segundo o Bovespa, tudo normal. E enquanto o Twitter do Bovespa cuspia apenas mensagens de propaganda e nenhum esclarecimento. Para eles aparentemente isso não era importante, pois o sistema principal funcionava normalmente.
Tanto em um caso quanto no outro a estratégia parece ser negar problemas e distribuir mensagens tranquilizantes à população enquanto os capitães fogem no último bote salva-vidas.
Por causa destas semelhanças culturais não tive problemas para entender algo bizarro para os Europeus: No auge da crise grega, com a Troika por cima deles e vigilância do mundo inteiro sobre o a crise fiscal grega, governos locais deram um jeito de aumentar as contratações de funcionários públicos por baixo dos panos.
Todo mundo reclama mas, furado ou não, todo mundo quer estar dentro desse bote.
26 de maio de 2012
Uma brincadeira de crianças
Os alemães tem sido convencidos pela seu status-quo de que os problemas da Europa tem origem na periferia, e não se dão conta de que décadas de crescimento econômico falso foi também patrocinada pelo Euro na própria Alemanha.
A indústria alemã esteve este tempo todo brincando de um jogo que brincávamos quando crianças com nossos amigos.
Primeiro colocávamos todos os nossos brinquedos favoritos em uma mesa - carrinhos, revistas, figurinhas.
-Não, não pode brincar ainda. Precisa comprar com dinheiro.
E aí, para alívio de todos, distribuíamos o dinheirinho do 'Banco Imobiliário' para todos. Agora pode escolher qual você quer comprar. Naquela idade, diversão garantida.
Bem, a grande diferença é que ninguém se importava em usar isso para produzir estatísticas tais como 'crescimento de PIB'. E sempre recolhíamos no final da brincadeira nossos brinquedos e nosso dinheirinho de brincadeira.
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21 de maio de 2012
Neste artigo temos uma visão de como é o serviço público na Espanha, agora passando por grave crise que traz ao debate o tema do serviço público e seu modo de funcionamento. Reparem nas semelhanças para com o Brasil.
Um emprego para a vida toda
Se tornar um funcionário público é o cálice sagrado de todas as profissões para muitos na Espanha, devido seu caráter permanente. Entretanto, obter um destes postos não é tarefa fácil.
Considerando que o alto desemprego leva mais e mais candidatos a cada vez menos vagas, a competição é acirrada. Um concurso no sistema judiciário, por exemplo, significa competir com mais de dez mil candidatos. As chances de se tornar um 'funcionario' na Espanha são semelhantes a cursar uma universidade de grande reputação nos EUA.
O candidato típico gasta algo entre um e cinco anos para se preparar para as provas, e precisa se inscrever em cursos de prepacação em escolas particulares - de 100 a 200 euros por mês, sem incluir os materiais. Sem dúvida, os candidatos entram em uma corrida de esforço e recursos financeiros para obter o emprego para a vida toda. Enquanto a maioria fica de fora, uma minoria ao menos é capaz de capitalizar seus esforços conseguindo um emprego na iniciativa privada, principalemente na área da saúde ou de serviços jurídicos.
Um sócio de uma grande firma jurídica de Madri disse 'procuramos candidatos que não passaram nas provas do serviço público. Estes são indivíduos preparados que, ao contrário dos recém-formandos, conhecem o código página por página, literalmente'.
Os poucos seletos que passam as provas logo descobrem o significado do ditado 'cuidado com o que desejas', pois eles se tornam vítimas de seu próprio sucesso dentro de um sistema perverso.
Pois uma vez que o sonhado emprego público é conquistado, os incentivos do trabalho duro desaparecem: dedicação e concentração, competição e recompensa ao mérito, os ingredientes que os colocaram nestas posições em primeiro lugar, são substituidos por um sistema perverso que os leva a uma vida de complacência.
O serviço público castra a ambição e aniquila o indivíduo, pois não há incentivos para performance, talentos especiais ou habilidades. Nem sofrem pressão para manter a mesma carga de trabalho, pois como diz o ditado na Espanha, para ser demitido só por reunião ministerial.
Artigo completo em:
http://en.elconfidencial.com/opinion/2012/05/21/spains-public-servants-a-lifetime-of-serfdom-19/
Um emprego para a vida toda
Se tornar um funcionário público é o cálice sagrado de todas as profissões para muitos na Espanha, devido seu caráter permanente. Entretanto, obter um destes postos não é tarefa fácil.
Considerando que o alto desemprego leva mais e mais candidatos a cada vez menos vagas, a competição é acirrada. Um concurso no sistema judiciário, por exemplo, significa competir com mais de dez mil candidatos. As chances de se tornar um 'funcionario' na Espanha são semelhantes a cursar uma universidade de grande reputação nos EUA.
O candidato típico gasta algo entre um e cinco anos para se preparar para as provas, e precisa se inscrever em cursos de prepacação em escolas particulares - de 100 a 200 euros por mês, sem incluir os materiais. Sem dúvida, os candidatos entram em uma corrida de esforço e recursos financeiros para obter o emprego para a vida toda. Enquanto a maioria fica de fora, uma minoria ao menos é capaz de capitalizar seus esforços conseguindo um emprego na iniciativa privada, principalemente na área da saúde ou de serviços jurídicos.
Um sócio de uma grande firma jurídica de Madri disse 'procuramos candidatos que não passaram nas provas do serviço público. Estes são indivíduos preparados que, ao contrário dos recém-formandos, conhecem o código página por página, literalmente'.
Os poucos seletos que passam as provas logo descobrem o significado do ditado 'cuidado com o que desejas', pois eles se tornam vítimas de seu próprio sucesso dentro de um sistema perverso.
Pois uma vez que o sonhado emprego público é conquistado, os incentivos do trabalho duro desaparecem: dedicação e concentração, competição e recompensa ao mérito, os ingredientes que os colocaram nestas posições em primeiro lugar, são substituidos por um sistema perverso que os leva a uma vida de complacência.
O serviço público castra a ambição e aniquila o indivíduo, pois não há incentivos para performance, talentos especiais ou habilidades. Nem sofrem pressão para manter a mesma carga de trabalho, pois como diz o ditado na Espanha, para ser demitido só por reunião ministerial.
Artigo completo em:
http://en.elconfidencial.com/opinion/2012/05/21/spains-public-servants-a-lifetime-of-serfdom-19/
14 de maio de 2012
Tudo azul na Argentina
A crise européia cada vez pior e nós é que espirramos, com grande movimento de aversão ao risco derrubando o Índice Bovespa mais de 3% hoje.
Nosso ministro Genovês comemora a rápida desvalorização do Real, que continuando como está, em breve poderá causar grandes perdas cambiais para empresas brasileiras - já vimos este filme.
Mas nos resta celebrar o grande diferencial que temos no momento atual, uma das maiores vantagens do Brasil no cenário do Cone-Sul : Nós não somos a Argentina.
Já neste país vizinho, sem nenhuma esperança de repetir o 'milagre' dos últimos anos, que em todo caso foi mais ilusão econômica do que qualquer outra coisa, aparecem as primeiras notícias sobre desabastecimentos em supermercados, em um regime de controle de preços - resultado inevitável e só tende a se agravar.
http://www.lanacion.com.ar/1472986-se-hace-permanente-el-faltante-de-productos-que-controla-moreno
Neste ambiente hostil onde os aliados da Kirchner possuem precedência na hora de obter 'divisas' ou exportar 'divisas', a população recorre a um velho conhecido nosso: o mercado de dólar paralelo, ou 'dólar blue', como é conhecido na Argentina.
Este negócio em particular tem tudo para florecer nos próximos anos, com a diferença entre cotação oficial e paralela convergindo para níveis venezuelanos.
Nosso ministro Genovês comemora a rápida desvalorização do Real, que continuando como está, em breve poderá causar grandes perdas cambiais para empresas brasileiras - já vimos este filme.
Mas nos resta celebrar o grande diferencial que temos no momento atual, uma das maiores vantagens do Brasil no cenário do Cone-Sul : Nós não somos a Argentina.
Já neste país vizinho, sem nenhuma esperança de repetir o 'milagre' dos últimos anos, que em todo caso foi mais ilusão econômica do que qualquer outra coisa, aparecem as primeiras notícias sobre desabastecimentos em supermercados, em um regime de controle de preços - resultado inevitável e só tende a se agravar.
http://www.lanacion.com.ar/1472986-se-hace-permanente-el-faltante-de-productos-que-controla-moreno
Neste ambiente hostil onde os aliados da Kirchner possuem precedência na hora de obter 'divisas' ou exportar 'divisas', a população recorre a um velho conhecido nosso: o mercado de dólar paralelo, ou 'dólar blue', como é conhecido na Argentina.
Este negócio em particular tem tudo para florecer nos próximos anos, com a diferença entre cotação oficial e paralela convergindo para níveis venezuelanos.
Frase do dia:
"As diferenças entre vocês são pequenas perto do tamanho da dívida de vocês com o nosso país"
Karolos Papoulias, Presidente da Grécia, em reunião com os representantes dos partidos, que não chegaram a formar uma coalizão de governo.
E as diferenças entre eles são microscópicas quando comparadas ao tamanho da dívida da Grécia.
Karolos Papoulias, Presidente da Grécia, em reunião com os representantes dos partidos, que não chegaram a formar uma coalizão de governo.
E as diferenças entre eles são microscópicas quando comparadas ao tamanho da dívida da Grécia.
21 de abril de 2012
Vale à pena dar uma olhada neste artigo do Alberto Cavallo, responsável pelo projeto 'Billion Price Project'.
O artigo mostra o quanto os governos podem manipular os índices de inflação e também mostra um dos motivos menos prosaicos pelos quais eles gostam de fazer isso: para aplicar um deflator do PIB abaixo do verdadeiro, reportando crescimentos oficiais absurdos do PIB, enquanto a realidade da produção é bem diferente...
http://www.mit.edu/~afc/papers/Cavallo-Argentina.pdf
O artigo mostra o quanto os governos podem manipular os índices de inflação e também mostra um dos motivos menos prosaicos pelos quais eles gostam de fazer isso: para aplicar um deflator do PIB abaixo do verdadeiro, reportando crescimentos oficiais absurdos do PIB, enquanto a realidade da produção é bem diferente...
http://www.mit.edu/~afc/papers/Cavallo-Argentina.pdf
17 de abril de 2012
Mais uma vaquinha sacrificada no churrasco da dona Kirchner
A presidente argentina dá mais um passo à frente não apenas na desconstrução de seu país, o que já é de praxe, mas também na disseminação da doutrina do caos, do isolamento econômico nacionalista e do espírito de discórdia entre as nações.
É exatamente o que se precisa de um líder político em um momento desses, não é mesmo? Não é só porque o mundo esteja à beira de um colapso financeiro e só porque isto envolva a falida Espanha que 'el presidente' não baterá suas tamancas e rasgará os contratos que estiverem desalinhados com o interesse nacional... no momento. Lo siento.
Os argentinos não sabem viver sem seu 'asado', e Cristina Kirchner a esta altura está disposta a sacrificar qualquer coisa em troca de mais uns meses de ilusão, postergando que as consequências de suas políticas de anos acertem as contas com os argentinos.
Já estão na fase em que não há mais gado de corte na fazendinha e as vacas leiteiras estão entrando na faca. Um exemplo insuperável de consumo de capital, deterioração jurídica e política.
É exatamente o que se precisa de um líder político em um momento desses, não é mesmo? Não é só porque o mundo esteja à beira de um colapso financeiro e só porque isto envolva a falida Espanha que 'el presidente' não baterá suas tamancas e rasgará os contratos que estiverem desalinhados com o interesse nacional... no momento. Lo siento.
Os argentinos não sabem viver sem seu 'asado', e Cristina Kirchner a esta altura está disposta a sacrificar qualquer coisa em troca de mais uns meses de ilusão, postergando que as consequências de suas políticas de anos acertem as contas com os argentinos.
Já estão na fase em que não há mais gado de corte na fazendinha e as vacas leiteiras estão entrando na faca. Um exemplo insuperável de consumo de capital, deterioração jurídica e política.
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